domingo, 22 fevereiro, 2026

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Edital Ouro Negro 2026 tem aporte recorde de R$ 17 milhões

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA), lançou nesta sexta-feira (26) o Edital Ouro Negro 2026, com investimento recorde de R$ 17 milhões para apoio a entidades culturais de matrizes africanas. O valor representa R$ 2 milhões a mais que em 2025 e marca os 18 anos do programa.

Serão selecionados 138 projetos. Os recursos garantem a participação de grupos nos desfiles do Carnaval de Salvador e em cinco festas populares: Lavagem do Bonfim, Lavagem de Itapuã, Lavagem de Purificação (Santo Amaro), Micareta de Feira de Santana e Festa de Reis de Cachoeira, além do Carnaval do Interior.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas via formulário online até 15 de outubro: https://forms.gle/UcoVHFMw8Ec9ZMJx6. Podem concorrer blocos afro, afoxés, de índio, grupos de samba e de reggae, entre outras entidades.

O edital prioriza projetos que valorizem tradições afro-brasileiras, incentivem a participação jovem, preservem estética e símbolos das manifestações e garantam a transmissão do legado cultural. “A partir do diálogo, da experiência e dos resultados que esse programa gera, o Governo do Estado amplia, mais uma vez, o Ouro Negro, garantindo a preservação da história e ancestralidade do povo baiano no carnaval e nas festas populares”, afirmou o secretário estadual de cultura, Bruno Monteiro.

Houve mudanças práticas no processo: simplificação na entrega dos documentos de habilitação e inclusão de uma nova faixa de valor de R$ 300 mil no edital. O número de projetos passou de 112 (2025) para 138 em 2026, beneficiando 120 entidades culturais — 20 a mais que no ano anterior.

“A partir do diálogo o Governo do Estado amplia, mais uma vez, o Ouro Negro, garantindo a preservação da história e ancestralidade do povo baiano no carnaval e nas festas populares”, Bruno Monteiro.

A secretária de promoção da igualdade racial, Ângela Guimarães destaca que o Edital Ouro Negro reafirma a força e a centralidade das culturas negras na identidade da Bahia. “Ao ampliar o investimento e garantir a participação de blocos e entidades de matrizes africanas no Carnaval de Salvador, no Micareta de Feira de Santana e em festas populares, o Governo do Estado valoriza tradições, fortalece o legado dos nossos ancestrais e promove a igualdade racial por meio da cultura. É um momento histórico de reconhecimento e de celebração da diversidade que faz da Bahia e referência mundial”.

Processo seletivo

Para o Carnaval de Salvador, os projetos devem propor desfiles em ao menos um dos oito circuitos oficiais; nas demais festas, o requisito é desfile em circuito oficial correspondente. A seleção ocorrerá em duas etapas: seleção de mérito (portfólio, histórico, relevância sociocultural, participação em festas populares, atuação comunitária e diversidade na diretoria) e habilitação documental (documentação jurídica, fiscal, bancária, social e trabalhista).

Consulta pública e histórico do programa

A construção do edital contou com consulta pública entre 11 e 20 de agosto, com 63 representantes da sociedade civil, artistas, produtores e lideranças. Criado em 2008, o Programa Ouro Negro é mantido pela Secult-BA e pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e foi ampliado pela Lei nº 13.182/2014, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial do Estado da Bahia. O edital completo pode ser acessado por este link

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