O aquecimento global e as mudanças climáticas têm elevado as temperaturas em diversas regiões, e estudantes do Colégio Estadual de Bitiringa, no Território do Sisal, encontraram uma forma criativa de amenizar o calor em ambientes internos. Orientados pela professora Luciana Lima, eles criaram persianas térmicas automatizadas utilizando caixas de leite longa vida.
O projeto teve duas etapas: a primeira contou com estudantes que já se formaram, e a segunda foca no aperfeiçoamento da persiana e na automatização do mecanismo.
“Neste ano, nós do Clube de Ciências demos seguimento à implementação, tendo em vista os desafios que surgiram no processo de instalação. Tivemos a ideia de automatizar o processo de abertura e fechamento da persiana”, explicam Andressa Sena e Benta Cerqueira, jovens cientistas do projeto.
Com apoio das Secretarias estadual e municipal de Educação e da comunidade escolar, participam atualmente do projeto Andressa Sena, Benta Cerqueira, Daniel Lima, Maria Paula Estrela, Michele França, Roger Santos e Sabrina Carvalho. Egressas da primeira etapa incluem Camilly Santana, Beatriz Serra, Kamille Ribeiro, Maria Clara, Leniele Gonçalves, Natiele Oliveira e Yasmin Brito.
A professora Luciana Lima destaca a importância de inserir os estudantes na ciência ainda no ensino médio.
“É de extrema importância que os jovens tenham a oportunidade de se inserir na área científica ainda no ensino médio. Percebo que eles adquirem autonomia e confiança, desenvolvendo habilidades de comunicação oral e escrita, além de favorecer a resolução de problemas. A educação científica é um instrumento eficaz para promover o protagonismo juvenil e o desenvolvimento do pensamento crítico e argumentativo.”
Sustentabilidade e reutilização
O grupo também reforça a preocupação ambiental, aproveitando materiais recicláveis.
“Após pesquisas, optamos por utilizar as caixas de leite longa vida, que têm uma composição que pode servir de isolante térmico, por seu potencial refletor da luz solar. A reutilização desse material contribui com a sustentabilidade, atenuando os impactos decorrentes do descarte inadequado desses resíduos sólidos”, afirma Maria Paula, estudante do projeto.
Bahia Faz Ciência
O projeto integra o programa Bahia Faz Ciência, da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), que divulga semanalmente reportagens sobre trabalhos científicos baianos que impactam saúde, educação, segurança e outros setores. A série começou em 8 de julho de 2019, Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico.

