quarta-feira, 18 fevereiro, 2026

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Festival Movaê destaca tecnologia como ferramenta de inclusão

O II Festival Movaê – Empreendedorismo Negro, Inovação e Economia Criativa reforçou, entre 21 e 23 de novembro, o papel da tecnologia como instrumento de transformação social e fortalecimento de identidades. Instalada no Largo Tereza Batista, no Pelourinho, a programação ofereceu ao público uma imersão que uniu tecnologia, educação e resistência cultural.

A presença da inovação contou com a parceria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado (Secti), que levou ao festival diferentes experiências. No estande, visitantes puderam testar os óculos de realidade virtual, usados para aproximar jovens da pesquisa e da inovação. Segundo a assessora técnica da Secti, Myedja Cunha, o objetivo é incentivar estudantes negros a se reconhecerem como protagonistas na ciência.

“A realidade virtual é um pretexto para despertar o interesse dos meninos pelos projetos. Muitos jovens estão tendo contato com esse tipo de tecnologia pela primeira vez, e queremos quebrar o tabu de que eles não poderiam ou não participavam de projetos científicos”, explicou.

O jovem Murilo Silva experimentou a ferramenta pela primeira vez e disse ter ficado impressionado com a imersão. “Aparecem os peixes, é tudo muito real. Achei muito legal essa iniciativa de trazer o óculos para que a gente pudesse experimentar”, comentou. Ele também ressaltou a importância de um evento como o Movaê ocupar um dos espaços mais movimentados do Centro Histórico.

“É muito importante ter um evento assim, cheio de iniciativas negras e empreendedorismo. Ainda mais em uma cidade com tantos turistas e tanta visibilidade. Isso fortalece a gente e mostra o quanto fazemos parte desse território”, afirmou.

O estande da Agência A42, representada pelo diretor executivo Ricardo Silva, apresentou parte do trabalho da empresa, especializada em criar experiências de entretenimento com base em jogos, tecnologia e cultura pop. O estúdio é responsável pelo Gamepólitan, considerada a maior feira de jogos, tecnologia e inovação do Norte e Nordeste.

“Aqui, o público tem a oportunidade de experimentar produções que mostram que é possível trabalhar com games dentro da nossa cidade e do nosso estado, valorizando nossa cultura e nossa identidade”, explicou Ricardo. Para ele, reconhecer-se nas narrativas produzidas por estúdios locais é essencial. “Podemos trabalhar com games e com a nossa cultura lado a lado. Isso é fundamental para que as pessoas se identifiquem com o que está sendo produzido.”

A presença do eixo tecnológico no festival reforça o papel da inovação como aliada na construção de narrativas, na valorização de talentos locais e no fortalecimento da economia criativa negra.

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