quarta-feira, 28 janeiro, 2026

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Fibra feito com casca de cacau promete aliviar constipação intestinal

A constipação intestinal, problema comum entre brasileiros de todas as idades, motivou estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional do Baixo Sul (Cetep), em Gandu, a desenvolver um produto natural feito a partir da casca do nibs do cacau. O Fibra +, criado pelos alunos Raquel Fernandes, Everton Gabriel e Flávia Oliveira, promete auxiliar no tratamento da chamada prisão de ventre.

Orientados pela professora Delma Alves, os alunos do Curso Técnico de Nutrição e Dietética investigaram o potencial da casca descartada no processo do cacau. “Esse material normalmente é descartado, então decidimos entender seus benefícios e possibilidades de reaproveitamento. A casca é rica em fibras e antioxidantes, auxilia na digestão, contribui para a saúde e ainda representa uma alternativa sustentável por reutilizar um produto natural”, explica Raquel.

O projeto ganhou destaque durante o Bahia Tech Experience (BTX), maior evento de inovação do estado, promovido pela Secti e pelo Sebrae Bahia. A equipe já estuda patentear o produto e entrar no mercado. “É uma grande oportunidade, tanto do ponto de vista financeiro quanto da saúde e do bem-estar, para que possamos nos inserir na indústria de produtos saudáveis e funcionais”, afirma Flávia.

Para a professora Delma Alves, iniciativas assim fortalecem a formação dos jovens. “É um meio essencial para desenvolver competências cruciais para a vida e prepará-los para os desafios do futuro. Vejo como uma estratégia pedagógica que vai além do conteúdo acadêmico, impactando positivamente na formação como cidadãos e profissionais”, diz.

O grupo busca parceiros e investidores para aprimorar o Fibra + e obter certificação junto a órgãos de controle. Raquel destaca o diferencial da proposta: “Nosso produto se destaca por ser 100% natural. Diferente de outros que tratam a constipação intestinal, que geralmente são industrializados, caros e contêm aditivos químicos. O nosso é mais acessível, saudável e sustentável”.

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