quarta-feira, 18 fevereiro, 2026

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Projeto leva debate sobre racismo e bullying a alunos da rede municipal

A Prefeitura de Salvador iniciou nesta segunda-feira (24) as oficinas educativas do projeto “O ECA Vai à Escola – Racismo não é bullying”, parte da programação do Salvador Capital Afro. A primeira atividade ocorreu na Escola Municipal Permínio Leite, no Dois de Julho, onde cerca de 100 estudantes do 1º ao 5º ano participaram de palestras e dinâmicas voltadas ao tema.

O projeto é conduzido pela Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) e reforça a proposta da gestão municipal de promover os direitos das crianças e combater práticas racistas e situações de bullying. As oficinas seguem até sexta-feira (28) em outras duas unidades da rede.

O objetivo da ação é esclarecer, de modo lúdico e pedagógico, que racismo é crime previsto em lei e não deve ser confundido com conflitos cotidianos entre crianças, que podem caracterizar bullying. Logo no início do bate-papo, os alunos foram convidados a diferenciar as duas situações. Entre eles, Cauê Figueiredo, 10 anos, aluno do 4º ano, destacou: “Racismo é crime e quem pratica pode até ser preso”, relatando que já sofreu agressões.

A secretária da SPMJ, Fernanda Lordelo, afirma que a iniciativa fortalece a construção de ambientes escolares seguros.

“Levar o ECA às escolas para discutir que racismo não é bullying é investir, de forma técnica e afetiva, na formação de crianças mais conscientes, seguras e respeitosas. Ao dialogarmos sobre direitos desde a primeira infância, fortalecemos uma Salvador que reconhece, enfrenta e supera o racismo em todas as suas formas”, diz.

Durante o ciclo de atividades, a coordenadora de Políticas Públicas para Infância, Adolescência e Juventude da SPMJ, Dinsjani Pereira, explicou que as dinâmicas buscam ampliar o diálogo entre as crianças.

“Sabemos que essa é uma pauta que precisa se fazer presente nas escolas o tempo inteiro, durante todo o ano. Estamos aqui em novembro fazendo uma construção que precisa ser reforçada com atividades realizadas no decorrer de todo projeto pedagógico”, afirmou.

A professora de Língua Portuguesa, Matemática e Ciência, Cláudia Dantas, destaca que os temas são discutidos constantemente em sala de aula.

“Fazemos práticas inclusivas, explicamos e levamos eles à reflexão. A gente tem conversado diariamente e faço uso de uma palavrinha mágica, que é a empatia. Quando a gente se coloca no lugar do próximo, a gente não vai ferir ninguém. Essa dinâmica hoje nos leva exatamente a esse lugar, de tratar o outro como a gente quer ser tratado”, comenta.

As oficinas integram o Salvador Capital Afro, conjunto de ações afirmativas da Prefeitura que valoriza a cultura negra e fortalece políticas públicas antirracistas na capital. A programação segue na quinta-feira (27) na Escola Municipal de Ilha de Maré, na Comunidade de Praia Grande, das 10h às 11h30. Na sexta-feira (28), a atividade será realizada na Escola Municipal Cosme de Farias, em Nazaré, no mesmo horário.

 

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