segunda-feira, 26 janeiro, 2026

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Flávio Bolsonaro admite desistência da disputa presidencial em troca de anistia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) admitiu que pode desistir de sua recém-lançada pré-candidatura à Presidência da República. A declaração foi feita neste domingo (7), durante um culto evangélico na Comunidade das Nações, em Brasília, onde ele afirmou ter um “preço” para seguir ou não na disputa.

“Tem uma possibilidade de eu não ir até o fim. Eu tenho um preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho um preço para eu ir até o fim. Só que eu só vou falar para vocês amanhã”, disse.

Flávio afirmou que se reunirá nesta segunda-feira (8) com lideranças de direita e centro para discutir o futuro da candidatura. “Vamos conversar amanhã com Valdemar [Valdemar Costa Neto, do PL], com Rueda [Antônio Rueda, do União], com Ciro Nogueira [PP], o Rogério Marinho [PL-RN], que é o nosso líder, e vamos fazer o convite também ao Marcos Pereira [Republicanos] nesse primeiro momento”, declarou.

Ao ser questionado por jornalistas sobre qual seria o “preço” para retirar seu nome da disputa, ele sinalizou que o tema envolve a pauta da anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando perguntado diretamente se seria essa a condição, respondeu: “Tá quente, tá quente”.

O senador também pressionou os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). “Eu espero que a gente paute, esta semana, a anistia. Eu espero que os presidentes da Câmara e do Senado cumpram aquilo que eles prometeram para nós, quando eram candidatos ainda, de que pautariam a anistia, e deixar o ‘pau cantar’ no voto no plenário”, disparou.

Apesar de mencionar a possibilidade de desistir da corrida presidencial, Flávio Bolsonaro comentou estratégias para a campanha. Ele afirmou que busca reunir lideranças que acreditam em sua vitória e destacou que este seria o momento para mostrar apoio e “demonstrar lealdade ao Brasil”.

Segundo o senador, tanto a população quanto o mercado passarão a conhecer “um Bolsonaro diferente, um Bolsonaro muito mais centrado” durante o processo eleitoral.

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