A comunidade humanitária está “sobrecarregada, subfinanciada e sob ataque”, afirmou o subsecretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para Ajuda Humanitária, Tom Fletcher, ao apresentar o novo apelo global da organização.
O pedido de US$ 23 bilhões busca garantir apoio às ações mais urgentes em 2025, mesmo representando apenas uma fração do gasto mundial em armamentos, estimado em US$ 2,73 trilhões em 2024. A informação é da Agência ONU Notícias.
Fletcher destacou que, além das crises provocadas por fatores externos, o mundo agora enfrenta efeitos agravados pelas próprias crises, como a migração forçada. Ele reforçou que “tudo começa com uma vida, uma história”, ao relatar o caso de uma mulher que conheceu no Sudão, exemplo usado para ilustrar o impacto direto da deterioração humanitária.
O subsecretário-geral alertou para o peso da desinformação no enfraquecimento do apoio às Nações Unidas. Segundo ele, parte da população foi “enganada por narrativas que a retratam como inútil”, o que compromete a mobilização internacional em defesa das operações humanitárias.
Ao longo dos próximos 87 dias, o Escritório da ONU de Assistência Humanitária levará o plano de resposta aos Estados-membros. O número simboliza as 87 milhões de vidas que devem ser alcançadas pelas ações previstas para o próximo ano.
Nos bastidores diplomáticos, a organização tenta reconstruir a confiança global e garantir que os recursos cheguem a regiões que enfrentam fome, conflitos armados, deslocamentos em massa e colapsos de serviços básicos.

