O motorista de aplicativo de 19 anos que confessou ter matado uma jovem durante uma corrida em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, foi liberado após prestar depoimento. O crime ocorreu no sábado (6) e, segundo a Polícia Civil, ele vai responder ao processo em liberdade porque se apresentou espontaneamente à delegacia e relatou os fatos.
A vítima, identificada como Ryana, era uma mulher trans que morava em Barreiras. Ela foi estrangulada dentro do carro após um desentendimento com o motorista. A motivação da discussão ainda não foi esclarecida pelas autoridades.
Durante o depoimento, o suspeito afirmou que havia contratado a vítima para um programa e que, após o encontro, seguia com ela de volta para casa quando a confusão começou. Ele disse que Ryana ameaçou expor o programa contratado. Segundo o motorista, a situação evoluiu para agressão quando ele acreditou que ela “tentaria pegar algo na bolsa”.
O rapaz contou que aplicou uma cotovelada e um golpe “mata-leão”. Ele afirmou ainda que tentou reanimar Ryana após perceber que ela havia perdido a consciência, mas a vítima não resistiu.
A Polícia Civil confirmou o homicídio e informou que não foram encontradas armas brancas ou armas de fogo com a vítima. A corporação abriu investigação para apurar as circunstâncias do crime e esclarecer os pontos que ainda estão pendentes.
Equipes seguem analisando o depoimento do suspeito, os registros da ocorrência e outros elementos que possam ajudar a entender o contexto da agressão. O caso mobilizou moradores de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, sobretudo pelo fato de Ryana ser uma mulher trans em uma região marcada por alto índice de violência contra pessoas LGBTQIA+.
