A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (12), a Operação Transparência para investigar suspeitas de irregularidades no uso de emendas parlamentares. A ofensiva tem como alvo a advogada Mariângela Fialek, ex-assessora do deputado federal Arthur Lira (PP-AL) até 2024, que teve mandados de busca e apreensão cumpridos em sua casa e no local de trabalho. As ordens foram expedidas pelo ministro do STF Flávio Dino.
Conhecida como Tuca, Fialek também integrou o conselho fiscal da Codevasf até 2023, estatal que recebeu grande volume de recursos das emendas do chamado “orçamento secreto”. De acordo com o site UOL, Ela era responsável por cuidar da liberação das emendas quando Lira presidia a Câmara dos Deputados, função revelada por reportagens do veículo em 2024.
De acordo com a PF, os investigados poderão responder por peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso e corrupção. A corporação não divulgou o nome do alvo na nota oficial. Lira afirmou ao site que não se manifestará “enquanto não tiver mais informações sobre a operação”.
Segundo a reportagem, Fialek esteve lotada no gabinete de Lira entre 2021 e o início de 2024. Depois, migrou para a liderança do PP, cargo que ainda ocupa, com salário de R$ 23 mil registrado em novembro no Portal da Transparência da Câmara. Ela é apontada como principal operadora das emendas do relator na Casa, recebendo assessores parlamentares que disputam verbas extras em períodos de maior demanda.
Mesmo após a saída de Lira da presidência, Fialek continuou responsável por uma planilha interna que organiza a distribuição de recursos extras negociados entre o Executivo e parlamentares aliados. No Ministério da Saúde, ela também atuou na administração de um novo formato do “orçamento secreto”, com repasses privilegiando aliados do governo e integrantes influentes do Congresso. Além disso, mantém atribuições ligadas à distribuição de emendas de comissão.
