terça-feira, 27 janeiro, 2026

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Pacientes com Doença de Crohn podem participar de projeto de pesquisa; veja como

Adultos diagnosticados com Doença de Crohn podem se voluntariar para uma pesquisa clínica em Salvador, conduzida pela Cliagen, clínica do Grupo CITA especializada em saúde digestiva. O estudo busca avaliar uma terapia experimental que combina dois medicamentos para o tratamento da doença em quadros moderados a graves.

A Doença de Crohn provoca inflamação do trato gastrointestinal e pode causar sintomas como dor abdominal, cólicas, diarreia crônica, fissuras e fístulas anais, além de perda de peso. Embora não tenha cura, o acompanhamento adequado é essencial para o controle da condição.

“Estamos recrutando adultos que vivem com a Doença de Crohn de moderada a grave. Trata-se de uma terapia experimental que combina dois medicamentos para uso potencial no tratamento dessa condição. Para poder participar é preciso que a pessoa seja diagnosticada com a síndrome há, no mínimo, três meses; estar com a doença ativa (avaliada com base no Índice de Atividade da Doença de Crohn); ter entre 18 e 65 anos de idade; e já ter tentado tratamentos que não funcionaram bem ou pararam de funcionar ou não conseguem tolerar os procedimentos terapêuticos”, explica a médica gastroenterologista e líder do estudo, Genoile Santana.

Caso o voluntário seja elegível e opte por participar, o tratamento do estudo terá duração planejada de 52 semanas. Durante esse período, serão realizadas coletas de amostras e procedimentos necessários, como colonoscopia, para avaliação da saúde e da evolução da doença.

Após a última infusão do medicamento, os participantes também deverão realizar uma visita de acompanhamento após 18 semanas. Interessados em obter mais informações ou verificar se atendem aos critérios da pesquisa podem entrar em contato pelo telefone (71) 9 9957-8720.

Sobre a Doença de Crohn

A Doença de Crohn pode acometer qualquer parte do trato gastrointestinal, com maior incidência na região inferior do intestino delgado (íleo) e do intestino grosso (cólon). A condição afeta mais frequentemente mulheres e, em geral, o tratamento medicamentoso é a primeira opção terapêutica.

Em alguns casos, no entanto, pode ser necessária intervenção cirúrgica, abdominal ou anorretal, especialmente diante de complicações como obstrução intestinal, perfuração ou fístulas anais. De acordo com a médica Genoile Santana, a causa da doença ainda não é totalmente conhecida, mas estudos indicam uma possível desregulação do sistema imunológico, associada a fatores genéticos, ambientais e da microbiota intestinal, resultando em inflamação crônica.

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