terça-feira, 17 fevereiro, 2026

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Morre Lindomar Castilho, aos 85 anos

O cantor Lindomar Castilho morreu aos 85 anos, neste sábado (20). A informação foi confirmada por sua filha, Lili De Grammont, por meio das redes sociais. A família não divulgou a causa da morte.

Na publicação, Lili fez um desabafo ao comentar a morte do pai e relembrar a história familiar marcada por violência. “Meu pai partiu! E como qualquer ser humano, ele é finito, ele é só mais um ser humano que se desviou com sua vaidade e narcisismo. E ao tirar a vida da minha mãe também morreu em vida. O homem que mata também morre. Morre o pai e nasce um assassino, morre uma família inteira”, escreveu.

A trajetória de Lindomar Castilho ficou definitivamente marcada pelo assassinato da cantora Eliane de Grammont, sua segunda ex-esposa, em 1981. O crime ocorreu dentro de um bar, em São Paulo, durante uma apresentação da artista. O cantor foi condenado pela Justiça a 12 anos de prisão, tendo cumprido parte da pena e deixado a cadeia na década de 1990.

Em entrevista ao Universa, Lili De Grammont relatou os impactos da violência em sua vida. “Perdi minha mãe quando eu tinha 2 anos, minha avó, que me criou quando eu tinha 15. Meu pai foi preso quando eu tinha 6. Pra gente, não morre só a mãe. Morre o pai, a relação de família e o amor se torna desconfiança”, afirmou.

Apesar dos episódios criminais, Lindomar Castilho construiu carreira de destaque na música popular brasileira, especialmente no gênero brega. Conhecido como o “Rei do Bolero”, ele alcançou grande popularidade nos anos 1970, com canções que marcaram época.

Entre seus maiores sucessos estão “Você É Doida Demais”, que foi tema de abertura da série Os Normais, da TV Globo, entre 2001 e 2003, e “Tapas e Beijos”, regravada por diversos artistas ao longo dos anos.

O cantor lançou um álbum ao vivo em 2000, mas passou a viver de forma reservada nos anos seguintes, afastado dos palcos e da mídia.

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