segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

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Estudantes baianos criam sabão sustentável a partir de óleo vegetal

O descarte incorreto de óleo vegetal representa um sério risco ao meio ambiente, podendo contaminar de 20 a 25 mil litros de água com apenas um litro do resíduo. Diante desse problema, estudantes do Colégio Estadual Dr. Aílton Pinto de Andrade, em Salvador, desenvolveram um sabão sustentável a partir do óleo de cozinha que seria descartado.

A iniciativa foi criada pelos alunos Ana Laísa, Antony Silva e William Nascimento, sob orientação do professor Aldemir Santos. O projeto surgiu em sala de aula como alternativa prática para reduzir impactos ambientais e incentivar a conscientização ecológica.

Batizado de Sabão Lobão, o nome faz referência ao bairro do Lobato e a um marco histórico da região. “O Lobão surgiu da criatividade, consciência ambiental e responsabilidade coletiva, além de ser uma homenagem ao bairro, pois o poço de petróleo perfurado no Lobato é considerado o primeiro do Brasil, tornando-se um símbolo de inovação e pioneirismo”, afirma Ana Laísa.

Ainda em fase de testes laboratoriais e ajustes pontuais, o produto se diferencia por seu processo de fabricação. “O Lobão tem um diferencial importante. Sua produção é totalmente sustentável, utilizando óleo de cozinha reciclado. Nosso projeto promove a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da redução do desperdício”, destaca William Nascimento.

Para o professor Aldemir Santos, a proposta reforça o papel da educação científica e do empreendedorismo na formação dos estudantes. “No cenário atual, é essencial que o cidadão esteja atento às oportunidades e preparado para lidar com a concorrência no mundo dos negócios, consolidando uma formação integral que une ciência, inovação e espírito empreendedor”, avalia.

O projeto ganhou destaque no Bahia Tech Experience (BTX), maior evento de inovação do estado, promovido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e pelo Sebrae Bahia. A iniciativa conta com apoio da comunidade do Lobato e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), por meio da professora Débora Santana, além da coorientação das professoras Barbara Ane e Camila Souza.

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