segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

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Ministério das Mulheres divulga nota de repúdio após agressões praticadas por servidor da CGU em Águas Claras (DF)

O Ministério das Mulheres enviou uma nota de repúdio sobre a agressão cometida por David Cosac Junior, 50 anos, servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), contra a ex-namorada e o filho dela, de quatro anos, em Águas Claras, no Distrito Federal. As agressões ocorreram em 7 de dezembro deste ano.

O caso foi noticiado pelo portal Metrópoles e pelo progama Fantástico, da TV Globo. As imagens mostram que ele estava ao lado da mulher, que segurava o filho no colo. Os três aguardavam o elevador. Após uma breve conversa,  David Cosac Junior iniciou as agressões com socos e tapas na mulher e na criança, por cerca de 20 segundos.

Ele só parou quando a mulher e a criança caíram o chão. Ao se levantarem, o servidor deu mais um tapa na cabeça da criança, momento em que a mãe tentou afastar ele do filho.

O servidor já foi denunciado na Polícia Civil por injúria e ameaça contra um funcionário de um supermercado.

O crime aconteceu em 2017. Segundo a denúncia, houve um erro no registro do preço de um produto comprado por David. Ele chutou o carrinho do supermercado e chamou o funcionário de “incompetente” e “vagabundo”.

David Cosac Junior foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) por crime de ameaça. Uma audiência de conciliação realizada em 2019 o obrigou a pagar à vítima a quantia de R$ 800, dividida em dez parcelas mensais de R$ 80 cada.

Sobre o crime de injúria, a Justiça informou que a punibilidade foi extinta porque não houve apresentação da queixa-crime pelo funcionário ofendido. O processo está arquivado.

Veja a nota oficial do Ministério das Mulheres

“O Ministério das Mulheres repudia a agressão cometida por David Cosac Junior, servidor da Controladoria-Geral da União (CGU), contra a ex-namorada e o filho dela, de quatro anos, em Águas Claras, no Distrito Federal. Violência contra mulheres e crianças é crime – e é inadmissível em qualquer circunstância, inclusive quando praticada por agente público.

O Ministério das Mulheres acompanha as providências cabíveis e acionou a rede para assegurar acolhimento, proteção e garantia de direitos à vítima e ao seu filho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o episódio como “inadmissível” e determinou a abertura imediata de processo interno para responsabilização e expulsão do agressor do serviço público. O presidente foi enfático ao declarar que “não vamos fechar os olhos aos agressores de mulheres e crianças, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”.

O Ministério das Mulheres destaca que o ministro Vinícius Marques de Carvalho agiu com rapidez e determinou a apuração imediata dos fatos e a adoção das medidas cabíveis em relação ao agressor.

Além do acompanhamento do caso, o Ministério das Mulheres informa que, em articulação com a CGU, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e outros órgãos, seguirá investindo na formação de servidoras e servidores de toda a Administração Pública Federal, em todo o Brasil, para fortalecer a prevenção, a responsabilização e a cultura institucional de respeito, proteção e direitos humanos.

Em situação de violência, busque ajuda. O Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o Brasil. Em caso de emergência, acione o 190.”

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