Da Redação
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a noite no no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, após ser capturado pelo governo Donald Trump. Maduro e a esposa, Cilia Flores, permanecerão no Centro de Detenção até serem levados à Corte. A informação foi dada por uma fonte ao jornal americano The Washington Post.
Os dois devem comparecer ao tribunal na noite de segunda-feira (5). Eles serão apresentados perante um juiz em um tribunal federal de Manhattan na próxima semana, de acordo com a CBS News.
Globonews/Reprodução
No início da noite de ontem, ele desembarcou no Aeroporto Internacional Stewart, em Orange County. O ditador foi capturado na Venezuela ao lado da esposa, Cilia Flores, que não aparece nas imagens de desembarque.
Depois, o venezuelano foi levado de helicóptero para um heliporto em Manhattan. Por volta de 21h, foi transferido em um comboio para o centro de detenção.
Vídeo divulgado pela Casa Branca mostra Maduro caminhando ao lado de agentes na sede da Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês). Ele cumprimenta presentes com “boa noite”.
Maduro e Cilia foram capturados em uma casa e levados por um helicóptero das Forças Armadas dos EUA até o USS Iwo Jima, um dos navios de guerra da Marinha dos EUA que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado. Nesta tarde, a CNN Internacional chegou a divulgar que os dois fariam uma escala na base militar americana de Guantánamo, em Cuba, para posterior transferência de avião para Nova York. Não se sabe onde e quando a dupla foi transferida para a aeronave.
Casal responderá em solo norte-americano pelos crimes de narcotráfico e terrorismo, afirmou procuradora-geral dos EUA. Em publicação nas redes sociais, Pam Bondi lembrou que o venezuelano foi denunciado por um tribunal de Nova York em 2020, mas não deu detalhes sobre quando o julgamento aconteceria, afirmando apenas que isso seria feito “em breve”.
Entenda o caso
Detonações e sobrevoo de aviões foram ouvidos na capital venezuelana, Caracas, nas primeiras horas deste sábado. Fortes explosões foram ouvidas, de acordo com relatos de jornalistas na capital venezuelana.
Maduro e a esposa foram detidos em “questão de segundos” e não tiveram tempo de reagir. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao canal norte-americano Fox News que acompanhou a operação de sua mansão em Mar-a-Lago, na Flórida, e que “foi como assistir a um programa de TV”.
O venezuelano tentou “chegar a um lugar seguro”, mas não conseguiu, de acordo com o norte-americano. O presidente declarou que Maduro “chegou à porta, mas não conseguiu fechá-la”.
Segundo Trump, poucas pessoas ficaram feridas e ninguém morreu no ataque. Integrantes das forças norte-americanas que capturaram o presidente da Venezuela sofreram alguns ferimentos, mas nenhuma morte foi registrada, conforme os EUA.
Novo governo
Trump afirmou hoje que os EUA vão governar a Venezuela após a captura de Maduro. O republicano disse que tropas dos EUA ficarão na Venezuela enquanto um novo governo não for constituído. “Vamos governar o país até que uma transição adequada possa ocorrer”, disse, chamando Maduro de ditador.
Norte-americano não deu detalhes sobre como será o governo e disse que “um grupo” será responsável pela administração local. “Vamos governar com um grupo, e vamos ter certeza de que ele vai ser governado apropriadamente (…) Estamos designando pessoas neste momento [para o governo]. Vamos deixar vocês a par”, afirmou Trump em pronunciamento.
Trump descartou a chance de apoiar a líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, como futura presidente da Venezuela. “Ela não tem o apoio ou o respeito dentro do país”, afirmou ele.
Vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que Nicolás Maduro é o único presidente do país. Ela pediu que a população tenha calma e “paciência estratégica” em pronunciamento à nação.
Pouco antes de falar com a imprensa, Trump publicou uma foto de Nicolás Maduro, que teria sido tirada após a prisão. Nela, o venezuelano aparece de óculos e abafadores de ruído, segurando uma garrafa, dentro do navio norte-americano USS Iwo Jima. Antes, a vice-presidente do país latino, Delcy Rodriguez, havia pedido uma prova de vida do casal venezuelano após denunciar o ataque.
