Da Redação
A Prefeitura de Salvador entregou, nesta terça-feira (6), um pacote de obras do projeto Novo Mané Dendê que inclui 63 unidades habitacionais, uma praça, um ecoponto e um Centro de Triagem de Recicláveis. No mesmo ato, o prefeito Bruno Reis (União Brasil) assinou a ordem de serviço para a construção de uma arena aquática no bairro do Rio Sena.
Os investimentos somam cerca de R$37 milhões e, segundo a Prefeitura, visam desenvolvimento, sustentabilidade e inclusão produtiva, além de melhorar a qualidade de vida da população local. O projeto também registra ações de renaturalização do Rio Mané Dendê e iniciativas de geração de renda, como o mercado municipal e cursos profissionalizantes na região.
“A nossa expectativa agora é para a entrega do centro cultural, que é um centro de convenções aqui do Subúrbio, ainda neste primeiro semestre. Já as residências que faltam deverão ser concluídas até final de junho. E aí, nesse mesmo período, quero iniciar a obra que, digamos, é a cereja do bolo para fechar com chave de ouro todas essas ações: o teleférico. Estamos concluindo o projeto e, em breve, lançaremos a licitação”, destacou Bruno Reis.
A arena aquática terá prazo de execução de sete meses e contará com piscina semiolímpica de 25 metros com cinco raias, piscina rasa totalmente acessível para atividades como hidroginástica, sala de aquecimento, vestiários, depósitos, área administrativa e guarita. “A Prefeitura fará a segunda arena aquática na cidade (a primeira foi na Pituba), agora, aqui no Subúrbio, para as pessoas poderem fazer natação, para o público da terceira idade fazer hidroginástica, para ser utilizada nos finais de semana como clube social”, anunciou o prefeito.
Moradias
As 63 unidades foram entregues em três empreendimentos. No Condomínio Plenitude Residencial, na Rua Camboatá, em Itacaranha, foram entregues 18 apartamentos distribuídos em dois blocos, com espaço comum, seis lojas e unidade térrea acessível.
O Residencial Campos de Girassol, na Alameda dos Três Franceses, no Alto da Terezinha, reúne 27 apartamentos em três blocos, com área comum, oito lojas e apartamento térreo acessível. No Rio Sena, o Condomínio Residencial Villa da Felicidade contempla 18 apartamentos em dois blocos, espaço comum, seis lojas e unidade térrea acessível.
Cirlene de Oliveira Santos, 24 anos, foi uma das moradoras que receberam as chaves. “Antes eu morava numa casa que, quando chovia, a rua alagava e a água entrava pelo banheiro. Com esse projeto, a Prefeitura pagou um aluguel para eu viver numa casa enquanto a obra daqui seria concluída. Gostei bastante e estou muito feliz de iniciar o ano em um novo lar”, disse.
Lazer e meio ambiente
A Praça Gilton Alves Lima, em área de 2 mil m², também foi entregue à comunidade. O espaço tem quadra poliesportiva, equipamentos de ginástica, parque infantil, paraciclos e pergolados — uma opção de lazer e convivência para os moradores.
“Começar o ano fazendo diversas entregas no Subúrbio é sempre muito bom. O Mané Dendê já está 85% concluído e, tudo o que fizemos aqui, foi pensado para preservação do meio ambiente. Muitas dessas pessoas beneficiadas moravam na margem do rio, fator que também contribuía para gerar poluição. Então, eu digo que tudo isso é muito mais do que obras de infraestrutura, mas envolve um conjunto de iniciativas de proteção ao meio ambiente”, pontuou o secretário de Infraestrutura e Obras Públicas, Luiz Carlos de Souza.
Sustentabilidade e reciclagem
Na Rua Boa Esperança, em Ilha Amarela, foi inaugurado o terceiro ecoponto do Subúrbio — equipamento para descarte de resíduos da construção civil de pequeno porte, resíduos volumosos, poda e recicláveis. A estrutura tem teto e paredes verdes, baias cobertas, módulo triturador e área de circulação para caminhões.
O Centro de Triagem de Recicláveis entregue no mesmo espaço foi planejado para melhorar as condições de trabalho dos catadores da Cooperativa de Reciclagem e Serviços da Bahia (Cooperes). O local recebeu mesa de separação, fragmentador de papel, empilhadeira, prensa vertical, paleteira, balança eletrônica e soluções sustentáveis como reaproveitamento de água de chuva e energia fotovoltaica.
“Existimos desde 2007 e trabalhamos diretamente com 17 famílias. Antes não tínhamos um espaço adequado para fazer a triagem do que era coletado. Era tudo feito debaixo de sol e chuva. Mas um local como esse, que dispõe de ferramentas e maquinários, a nossa realidade vai mudar”, comemorou Elias Pires, presidente da cooperativa.
O presidente da Limpurb, Carlos Augusto Gomes, reforçou a importância do equipamento para a destinação correta de resíduos e pediu colaboração da comunidade para evitar descartes irregulares que contribuem para alagamentos e desvalorizam a área.
