terça-feira, 27 janeiro, 2026

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Lojistas e PMs são investigados por fornecer armas a facções criminosas

Da Redação

Uma nova fase da Operação Fogo Amigo foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27) para combater um esquema interestadual de venda ilegal de armas e munições destinadas a facções criminosas que atuam na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas. A ação cumpriu nove mandados de busca e apreensão nos estados de Alagoas e Pernambuco.

Os alvos são endereços residenciais e comerciais ligados a lojistas e policiais militares investigados por integrar e operar a organização criminosa. As diligências ocorreram nos municípios pernambucanos de Arapiraca e Petrolina e nas cidades alagoanas de Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro.

Por decisão judicial, também foi determinado o sequestro de bens e o bloqueio de valores de até R$ 10 milhões pertencentes aos investigados. A medida inclui ainda a suspensão das atividades econômicas de duas lojas que comercializavam material bélico de forma irregular e o afastamento cautelar de quatro policiais militares de suas funções públicas.

A operação é resultado de investigação integrada do Ministério Público da Bahia, por meio da unidade norte do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco Norte), em conjunto com a Polícia Federal. A ação contou com o apoio da Cipe Caatinga, do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior de Pernambuco (Bepi), das Corregedorias Gerais da Polícia Militar da Bahia e de Pernambuco e do Exército Brasileiro.

Primeira fase

A Operação Fogo Amigo teve sua primeira fase deflagrada em 21 de maio de 2024, com foco na desarticulação de uma organização criminosa formada por policiais militares da Bahia e de Pernambuco, CACs e lojistas. O grupo era especializado na comercialização ilegal de armas e munições para facções criminosas que atuam na Bahia, Alagoas e Pernambuco.

Na ocasião, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão nos três estados, tendo como alvos agentes de segurança pública, empresários, CACs e lojas de venda de armas, munições e acessórios.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, comercialização ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Somadas, as penas podem chegar a até 35 anos de prisão.

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