O corpo da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida há mais de um mês em Caldas Novas, no sul de Goiás, foi encontrado em uma área de mata. A informação foi confirmada pelo delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação do caso.
Na madrugada desta quarta-feira (28), a Polícia Civil prendeu Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde a vítima e a família possuíam apartamentos, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, suspeitos do assassinato. O porteiro do condomínio, cujo nome não foi divulgado, foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. A infromação é do site g1.
Segundo a polícia, o corpo da corretora foi localizado a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, em avançado estado de decomposição. A informação foi apurada pela repórter Ludmilla Rodrigues, da TV Anhanguera.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. Ela foi vista pela última vez entrando no elevador do condomínio, passando pela portaria para falar com o recepcionista e, em seguida, retornando ao elevador para descer ao subsolo, onde não foi mais vista.
De acordo com o g1, Cléber confessou o crime e levou a polícia até o local onde o corpo foi abandonado. Ele afirmou que discutiu com Daiane no subsolo do prédio, quando ela teria descido para religar o padrão de energia. Segundo o síndico, a discussão foi acalorada e ele acabou cometendo o crime.
A Polícia Civil ainda não informou se as prisões são temporárias ou preventivas, nem divulgou oficialmente o teor dos depoimentos de pai e filho.
Síndico denunciado
Antes da prisão, no dia 19 de janeiro, Cléber Rosa de Oliveira havia sido denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra a corretora.
Segundo o MP, entre fevereiro e novembro de 2025, Cléber teria praticado uma série de ações contra Daiane, incluindo agressões físicas e verbais. De acordo com o promotor Christiano Menezes da Silva Caires, o síndico ameaçou a integridade física e psicológica da vítima por meio de monitoramento constante e perturbação de suas atividades profissionais e pessoais.
No mesmo dia, Daiane também foi denunciada pelo Ministério Público, pelo crime de invasão de domicílio, após entrar sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa da corretora refutou a acusação, afirmando que “a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos”.
