Da Redação
O Ministério Público da Bahia (MPBA), em conjunto com o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Arcanjos XIX, que investiga uma rede criminosa de abuso sexual infantojuvenil com atuação em diversos estados. Em Salvador, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão.
Durante a ação na capital baiana, um investigado foi detido em flagrante em razão do material encontrado em seu telefone celular. A operação contou com o apoio do Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) do MPBA e do Batalhão de Polícia de Pronto Emprego Operacional (BPEO), da Polícia Militar.
As investigações têm como foco o combate ao crime de abuso sexual infantojuvenil, especialmente os relacionados à aquisição e transmissão de material com conteúdo envolvendo criança ou adolescente, consumidos e compartilhados no ambiente virtual. Segundo o MP, foram identificados diálogos entre alvos da operação e outro investigado no Rio Grande do Norte tratando da aquisição desse tipo de material mediante troca.
Além de Salvador, também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Paraíba, com apoio dos Gaecos do MPRN e do MPPB, além das Polícias Civil e Militar dos estados envolvidos.
No cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos materiais eletrônicos capazes de armazenar fotos e arquivos de áudio e vídeo. Todo o conteúdo será encaminhado ao laboratório forense computacional do Gaeco, onde passará por análise técnica.
A operação teve início a partir de denúncia anônima, que foi apurada pela promotoria especializada com apoio do Gaeco. Denúncias de crimes dessa natureza podem ser feitas pelo Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos, e ao Ministério Público da Bahia pelo Disque 127, além do site de atendimento ao cidadão (atendimento.mpba.mp.br).
O nome Arcanjos faz referência a um projeto desenvolvido pelo Gaeco/MPRN, que aprimora metodologias de investigação e combate aos crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ciberespaço.
O MPBA reforça a importância de que pais e responsáveis estejam atentos a alterações de comportamento de crianças e adolescentes, acompanhem as interações sociais — inclusive no ambiente virtual — e acionem a rede de proteção e as autoridades diante de qualquer suspeita. “Se você repara, deve ajudar a parar. Proteja! Denuncie!”, orienta o órgão.
