terça-feira, 10 fevereiro, 2026

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Mulher promovida a coronel marca história na PM da Bahia

Da Redação

A promoção da tenente-coronel PM Ivana Teixeira Andrade a coronel, o posto mais alto da Polícia Militar da Bahia (PMBA), representa um marco histórico para a corporação bicentenária e para a ampliação da representatividade feminina nas forças de segurança do estado.

Integrante do Quadro de Oficiais de Saúde (QOS), a nova coronel é graduada em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e formada no Curso de Comando e Estado Maior (CCEM), pré-requisito para assumir o posto. Sua trajetória na PMBA soma 32 anos de serviço, conciliando a atuação na área da saúde com a estratégia militar.

Aos 56 anos, Ivana Andrade acumula reconhecimentos importantes ao longo da carreira, como a Medalha Marechal Argolo, a Medalha Três Marias e as medalhas de 10, 20 e 30 anos de serviços prestados à corporação. Ela ingressou na Polícia Militar aos 24 anos, logo após se formar, ao prestar concurso para o Quadro de Saúde.

Segundo a coronel, no início, ainda não tinha clareza sobre o que significava ser policial militar, mas a disciplina facilitou o processo de adaptação. Com o tempo, construiu uma carreira sólida, atuando no atendimento e, posteriormente, assumindo a gestão da Odontoclínica da PMBA.

“Eu me sinto honrada de estar aqui neste lugar, ocupando esse espaço, e espero em breve que muitas mulheres estejam aqui”, afirmou a coronel Ivana Andrade, emocionada.

As promoções foram anunciadas pelo governador Jerônimo Rodrigues e publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) do dia 4 de fevereiro. Ao todo, 130 oficiais foram promovidos, em uma ação que recompõe o quadro da corporação e atende a um compromisso da gestão estadual com o fortalecimento da tropa.

Além da promoção ao posto máximo, o segundo maior cargo da hierarquia, o de tenente-coronel, também teve destaque, sendo alcançado nesta rodada por 11 oficialas, reforçando o avanço feminino nos postos de comando da PMBA.

A coronel Ivana Andrade destacou os desafios enfrentados pelas mulheres ao longo da carreira.
“Nós mulheres temos uma vida muito cheia de atividades, porque nós somos esposas, mães, filhas, e quando a gente volta para casa, tem que lidar com toda essa situação. Aí que está a grande dificuldade da mulher e também a força”, completou.

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