Da Redação
Médicos especialistas de todo o País têm até o dia 19 de fevereiro para se inscrever no novo edital com 1.200 vagas do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E). Ao todo, serão contratados 1.206 profissionais em 16 especialidades prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa integra o programa Agora Tem Especialistas (ATE), estratégia do governo federal para ampliar o acesso à assistência especializada, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias e fortalecer as redes de atenção à saúde em regiões consideradas prioritárias.
O edital contempla as especialidades de anestesiologista; cirurgião geral e cirurgião do aparelho digestivo; cirurgião oncológico; cirurgião proctologista; ginecologista e obstetra; cardiologista; endoscopista digestivo; gastroenterologista; oncologista clínico; radioterapeuta; radiologista; mastologista; otorrinolaringologista; e médico patologista.
Os interessados devem acessar a plataforma UNA-SUS e selecionar ao menos um município e um estabelecimento de saúde. É possível indicar até dois locais de atuação, inclusive em estados diferentes, respeitando a ordem de preferência.
Bolsa pode chegar a R$ 20 mil
O valor fixo da bolsa é de R$ 10 mil. Há ainda uma parte variável entre R$ 5 mil e R$ 10 mil, conforme o grau de vulnerabilidade do município. Do total de vagas, 20% são reservadas para a política de cotas.
Os profissionais selecionados receberão bolsa-formação mensal paga diretamente pelo Ministério da Saúde, além de ajuda de custo para despesas relacionadas às imersões presenciais nas instituições formadoras. O pagamento está condicionado à participação efetiva nas atividades previstas no edital, com carga horária semanal de 20 horas – sendo 16 horas assistenciais – sem vínculo empregatício.
Formação integrada ao serviço
O objetivo é ampliar o provimento e o aperfeiçoamento de médicos já especialistas em áreas estratégicas, por meio da integração entre ensino e serviço. A proposta inclui o fortalecimento das Ofertas de Cuidado Integral (OCI) e a realização de procedimentos clínicos e cirúrgicos de média e alta complexidade no SUS.
Os profissionais atuarão em atividades assistenciais vinculadas a itinerários formativos com teoria e prática integradas, com duração de até 12 meses. As instituições formadoras serão responsáveis pelo acolhimento inicial, com apresentação do curso, avaliação diagnóstica e orientações acadêmicas.
A expectativa do Ministério da Saúde é que o programa contribua para reduzir desigualdades regionais e ampliar a oferta de especialistas na rede pública.
