domingo, 22 fevereiro, 2026

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Salvador tem pré-campanha com prefeito em busca de reeleição e PT dividido

A eleição para a prefeitura de Salvador, terceiro maior colégio eleitoral em disputa em 2024, caminha para reeditar o embate entre PT e União Brasil, partidos que se aproximaram na esfera nacional, mas seguem adversários ferrenhos na Bahia.

O xadrez político até a eleição, porém, pode trazer surpresas com as possíveis candidaturas do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), do ex-ministro João Roma (PL), além dos impactos de um PT dividido em uma disputa de bastidores entre aliados do senador Jaques Wagner e do ministro Rui Costa, chefe da Casa Civil do governo Lula (PT).

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) deve disputar a reeleição e tentar solidificar nas urnas a hegemonia de dez anos do grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto na capital. Com uma gestão sem grandes sobressaltos, ele trabalha para imprimir marcas próprias e consolidar sua liderança.

Seus principais trunfos são um grupo político azeitado e com capilaridade na cidade, um cronograma de obras para inaugurar até a eleição e aliados em três ministérios do governo Lula para buscar recursos. O histórico joga a seu favor: desde 2000, todos os prefeitos de Salvador foram reeleitos.

Adversários, por outro lado, preveem uma disputa mais dura pela prefeitura, com chances reais para a oposição. Avaliam que a gestão tem problemas em áreas como o transporte público urbano e veem o prefeito sob a sombra de ACM Neto.

Reis adota um discurso de dedicação à gestão e evita falar em reeleição. Já ACM Neto nega uma possível nova candidatura sua ao cargo, mas aliados dizem que ele pode encarar as urnas em caso de desgaste do atual prefeito. As chances de isso acontecer, contudo, são vistas como remotas.

No campo da oposição, a escolha terá a palavra final do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que quer uma única candidatura na base aliada e com a definição de um nome já nos próximos meses.

A estratégia do grupo, mais uma vez, será a de vincular o nome do candidato ao presidente, repisando o mote “time de Lula” que deu certo em eleições estaduais, mas falhou nas últimas três disputas municipais na capital.

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João Pedro Pitombo/Folhapress

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