Da Redação
O senador Ângelo Coronel anunciou que está deixando o Partido Social Democrático (PSD) e que será candidato à reeleição ao Senado integrando a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao Broadcast Político.
O movimento encerra a crise interna na base governista da Bahia, onde três pré-candidatos disputavam apenas duas vagas ao Senado no bloco de apoio a Lula. Com a decisão de Coronel, o impasse é desfeito.
Na entrevista, o senador afirmou que foi “defenestrado” do PSD e relatou ter sofrido pressão para deixar a legenda. Segundo ele, o presidente estadual do partido, senador Otto Alencar (PSD-BA), considerava sua permanência “insustentável”. A reportagem procurou Otto Alencar, mas não obteve retorno.
Ao comentar a saída do grupo governista e a decisão de disputar a eleição pela oposição, Coronel afirmou que a mudança ocorreu em razão do tratamento recebido durante a crise. “Se o próprio governo não me quis, por que vou querer votos?”, declarou.
Sobre o novo partido, o senador disse que a maior probabilidade é de filiação ao União Brasil, sigla cujo diretório estadual faz oposição ao governo Lula e tem como pré-candidato ao governo da Bahia o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.
Coronel informou que aguarda uma conversa com ACM Neto até amanhã e que também pretende consultar aliados antes de definir o destino partidário. Além do União Brasil, o senador afirmou estar em tratativas com o PSDB, o Democracia Cristã (DC) e o PRD.
Em 2018, Ângelo Coronel foi eleito senador ao lado de Jaques Wagner (PT), a partir da aliança entre PT e PSD construída na Bahia em torno do então governador Rui Costa. Com a saída do PSD da chapa ao Senado, o PT busca alternativas para compensar o partido e preservar a aliança no estado.
