Da Redação
Produtos usados para trançar, modelar ou fixar os cabelos são comuns na rotina de muitas pessoas, mas exigem atenção redobrada. Nos últimos anos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou relatos de efeitos adversos graves associados ao uso de pomadas e pastas capilares, incluindo casos de “cegueira temporária”, muitos deles relacionados a produtos irregulares. Confira o alerta neste link.
Diante do aumento dessas ocorrências, a Anvisa publicou o Alerta 1/2026, com orientações para o uso seguro das pomadas modeladoras, com o objetivo de reduzir a incidência de eventos adversos e proteger a saúde dos consumidores.
Entre os efeitos mais comuns registrados estão hiperemia ocular (vermelhidão nos olhos), ceratite (inflamação da córnea), irritação ocular, reações alérgicas, sensação de queimação nos olhos e casos de cegueira temporária. Em muitas situações, os quadros foram considerados graves e exigiram atendimento médico imediato.
Segundo a Anvisa, parte dos problemas está associada ao uso inadequado e à utilização de produtos que não possuem autorização do órgão. Por isso, a agência reforça que os consumidores devem verificar se a pomada é regularizada antes da compra e seguir rigorosamente as orientações presentes no rótulo.
Entre as recomendações estão a leitura atenta da rotulagem, o uso exclusivo de produtos capilares autorizados pela Anvisa para modelar ou fixar os cabelos e a adoção de cuidados para evitar o contato do produto com os olhos. Em caso de contato acidental, a orientação é lavar imediatamente os olhos com água corrente por, no mínimo, 15 minutos.
A Anvisa também alerta que esses produtos não devem ser utilizados em crianças e devem ser armazenados em local seguro, fora do alcance de crianças e animais. Qualquer evento adverso deve ser notificado à agência, e a pessoa afetada deve procurar assistência médica, especialmente em situações consideradas graves.
Para esclarecimento de dúvidas ou registro de ocorrências, os consumidores podem ainda entrar em contato com o Disque Saúde, pelo telefone 0800 61 1997, ou buscar orientação de um profissional de saúde.
