A Câmara Municipal de Salvador realiza nesta quarta-feira (18), às 18h, uma audiência pública para discutir o futuro da área do antigo Centro de Convenções da Bahia e os impactos do espaço no entorno. O encontro será realizado no auditório do Convenção Estadual das Assembleias de Deus da Bahia (CECBA), no bairro Costa Azul.
A atividade será presidida pelo vereador Claudio Tinoco (União Brasil), que também lidera a Comissão Especial de Acompanhamento dos Investimentos na Baía de Todos-os-Santos e Orla. O objetivo é ampliar o debate sobre o destino de uma das áreas mais estratégicas da capital baiana.

“O antigo Centro de Convenções ocupa uma área estratégica da cidade. É fundamental que a sociedade participe dessa discussão para que possamos pensar juntos qual o melhor destino para esse espaço, considerando os interesses da cidade e da população”, afirmou Tinoco.
Leilão e preocupação dos moradores
A audiência ocorre após a publicação de edital pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia, que prevê o leilão do imóvel onde funcionava o equipamento.
A iniciativa também atende a pedidos de associações de moradores dos bairros do Stiep, Jardim Armação e Costa Azul. Os grupos demonstram preocupação com possíveis impactos na mobilidade, no desenvolvimento urbano e na dinâmica da região.
Foram convidados representantes de diversos órgãos públicos e entidades, incluindo secretarias municipais, órgãos estaduais, setor hoteleiro, Ministério Público e entidades ligadas ao processo de leilão.
Participação aberta
A audiência será aberta ao público e pretende garantir transparência ao processo, permitindo que moradores, especialistas e representantes da sociedade apresentem sugestões e questionamentos sobre o futuro da área.
Histórico do espaço
O imóvel, localizado no bairro do Stiep, está previsto para ser leiloado no próximo dia 26 de março, conforme divulgado pela Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) no Diário Oficial.
O antigo Centro de Convenções da Bahia foi interditado em maio de 2015 pela Secretaria Municipal de Urbanismo devido a problemas estruturais e falhas em sistemas de segurança, incluindo equipamentos de combate a incêndios.
Apesar de intervenções posteriores, parte da fachada do prédio desabou em setembro de 2016. Desde então, o espaço permanece sem utilização.

