Da Redação
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira, após permanecer internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília. Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração e continuará o tratamento em casa.
Durante a internação, Bolsonaro passou 11 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após dar entrada com quadro de broncopneumonia e queda na saturação de oxigênio. Ele deixou a UTI na segunda-feira à noite e seguiu em tratamento com antibióticos.
A prisão domiciliar foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda durante a internação. A medida tem prazo de 90 dias e começa a contar a partir da saída do hospital.
Segundo os médicos, o quadro teve origem aspirativa, condição em que conteúdo do estômago entra nas vias respiratórias, podendo causar infecção. Inicialmente, foram utilizados dois antibióticos, mas, diante da resposta insuficiente, um terceiro medicamento foi introduzido.
Após o ajuste no tratamento, o ex-presidente apresentou melhora clínica, com redução dos marcadores inflamatórios e dos sintomas, como a falta de ar.
Evolução do quadro clínico
Bolsonaro foi internado em 13 de março, quando exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral e início de tratamento com antibióticos intravenosos.
No dia 14, o quadro era estável, mas houve piora da função renal e aumento de marcadores inflamatórios. Já no dia 15, houve melhora da função renal, porém com nova elevação desses marcadores, o que levou à ampliação da antibioticoterapia.
A partir de 16 de março, boletins médicos passaram a indicar melhora clínica progressiva, com recuperação da função renal e redução dos marcadores inflamatórios.
Entre os dias 17 e 20, a evolução foi considerada positiva, com melhora em exames de imagem e manutenção da resposta ao tratamento.
No dia 21, ainda na UTI, Bolsonaro apresentou melhora contínua e iniciou tratamento odontológico após relatar dor na mandíbula.
Nos dias seguintes, o quadro se manteve estável. Em 23 de março, ele foi transferido da UTI para o quarto, permanecendo sob observação até receber alta.
A broncoaspiração é uma condição que pode agravar quadros respiratórios, especialmente em pacientes com histórico clínico sensível, exigindo acompanhamento intensivo.
Casos de pneumonia bacteriana bilateral demandam tratamento com antibióticos e monitoramento constante, sobretudo quando há necessidade de internação em UTI.

