domingo, 22 fevereiro, 2026

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Estudantes baianas criam bronzeador vegano à base de buriti e hibisco

O crescimento da demanda por cosméticos veganos chamou atenção de estudantes do semiárido baiano. Em Santa Bárbara, alunas do Colégio Estadual Professor Carlos Valadares desenvolveram um bronzeador natural, à base de buriti (Mauritia flexuosa) e hibisco, pensando em valorizar os recursos locais e criar um produto com benefícios dermatológicos.

SectiBA/Ascom/Divulgação

Batizado de Sol Dourado, o produto pode ser usado como bronzeador ou pós-bronze para regeneração da pele, oferecendo coloração dourada sem exposição solar e sem aditivos químicos prejudiciais. “Nosso óleo bronzeador é totalmente natural, à base de recursos regionais, sem aditivos químicos prejudiciais. Pode ser usado como bronzeador ou pós-bronze para regeneração da pele, proporcionando aspecto bronzeado sem exposição solar”, afirmam Alice Mascarenhas e Riana Lima, integrantes do grupo.

A escolha do buriti se deu pelas suas qualidades únicas. Segundo a estudante Rachel Azevedo, o óleo contém alta concentração de betacaroteno, tocoferóis e ácidos graxos essenciais, como o oleico (ômega-9), linoleico (ômega-6) e palmítico, sendo um potente hidratante e regenerador. Mariana Carvalho explica que a essência de hibisco, extraída artesanalmente com álcool de cereais, confere aroma suave e propriedades antioxidantes.

Para a professora Ana Luiza Rezende, que orienta o projeto, a educação científica aliada ao empreendedorismo pode transformar a realidade educacional e profissional dos jovens. “A inserção de jovens na ciência promove transformações significativas no processo educacional. Uma abordagem que conecta ciência aplicada com realidade de mercado prepara os jovens tanto academicamente quanto profissionalmente para o empreendedorismo científico, formando futuros empreendedores”, diz a especialista.

O projeto está em fase de testes de eficácia e ajustes da formulação, com apoio da Secretaria da Educação (Sec), do Lab Maker do Senai Feira de Santana e dos Clubes de Ciências Semente da Bahia e Conexões STEAM. A equipe pretende patentear a ideia para proteger a inovação e garantir reconhecimento à metodologia sustentável.

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