segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

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Consulado do Brasil em Lisboa informa que recebeu passaporte de Eliza Samudio

O passaporte de Eliza Samudio, desaparecida há 15 anos, foi encontrado em Portugal, segundo informou o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa. O ex-goleiro Bruno, acusado pelo assassinato da modelo, foi condenado pelo crime. Como o documento chegou ao país europeu ainda é desconhecido. A informação é do site g1.

A localização do passaporte, encontrado na última sexta-feira (2), foi comunicada ao Itamaraty. De acordo com o consulado, no mesmo dia foi feita uma consulta oficial ao ministério, em Brasília, para definir a destinação do documento. Até o momento, não houve resposta.

Foto: Reprodução/Leo Dias TV

Procurado, o Itamaraty não se manifestou. O g1 informou que aguarda retorno da pasta.

O que diz a família

Ao g1 MS, Maria do Carmo, madrinha do filho de Eliza com Bruno e representante legal de dona Sônia, mãe da modelo, afirmou que a localização do passaporte não altera a convicção da família de que Eliza está morta.

Segundo ela, a repercussão do caso é lamentável e representa uma crueldade com dona Sônia e com o neto, Bruninho, afirmando que “ela não tem paz”. Maria do Carmo disse ainda que não sabe se o passaporte é verdadeiro, mas, caso seja, a família deseja ter acesso ao documento.

O caso Eliza Samudio

Eliza Samudio desapareceu em 2010 e o corpo nunca foi encontrado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, que à época era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Em março de 2013, Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, recebendo pena de 22 anos e três meses de prisão pela morte e ocultação do cadáver de Eliza, além do sequestro do filho.

A ex-mulher do atleta, Dayanne Rodrigues, foi julgada no mesmo processo e absolvida. Macarrão e Fernanda Gomes de Castro foram condenados em novembro de 2012. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, recebeu pena de 22 anos de prisão.

O último júri ocorreu em agosto de 2013, quando Elenilson da Silva e Wemerson Marques, o Coxinha, foram condenados por sequestro e cárcere privado do filho de Eliza, com penas em regime aberto.

Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas (MG), onde ficou em cárcere privado. Depois, foi entregue a Marcos Aparecido dos Santos, que a matou. O corpo não foi localizado. O bebê Bruninho foi encontrado em Ribeirão das Neves (MG).

Bruno passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

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