terça-feira, 27 janeiro, 2026

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Crianças no verão exigem cuidados redobrados, alerta pediatra; confira dicas

Da Redação

Com a chegada das férias escolares e das altas temperaturas, cresce a preocupação dos pais e responsáveis com a saúde e a segurança das crianças no verão. Praia, piscina, parques e viagens fazem parte da rotina do período, mas o calor intenso também aumenta o risco de desidratação, acidentes e doenças típicas da estação.

Segundo a pediatra Luciene Custódio, o planejamento e a atenção são fundamentais para atravessar o período com tranquilidade. “É uma fase de muita diversão, mas também de maior vulnerabilidade. As crianças ficam mais expostas ao calor, ao sol e a alimentos mal armazenados, por isso os cuidados precisam ser reforçados”, orienta.

Hidratação e alimentação

Durante o verão, as crianças passam mais tempo ao ar livre, gastam mais energia e perdem líquidos com facilidade. De acordo com a especialista, o calor associado às atividades físicas e a quadros infecciosos pode provocar desidratação rápida. “A recomendação é incentivar a ingestão constante de água e incluir alimentos ricos em líquidos no cardápio, como melancia, melão, morango, laranja e abacaxi”, explica.

Refrigerantes e sucos industrializados devem ser evitados. A pediatra também recomenda refeições leves, com alimentos frescos, naturais e de fácil digestão. “Uma alimentação saudável deve incluir frutas, legumes, grãos integrais e proteínas magras”, reforça.

Preparações naturais com alho, cebola e salsinha tornam as refeições mais nutritivas e ajudam a manter uma alimentação equilibrada mesmo fora da rotina. Entre as opções práticas estão saladas de frutas, sorvetes caseiros à base de frutas, crepioca recheada com frango ou queijo fresco e peixes grelhados acompanhados de legumes.

Luciene destaca que envolver a criança no preparo dos alimentos pode estimular hábitos saudáveis. “Esse simples ato ajuda a torná-las mais abertas à alimentação saudável.”

Proteção contra o sol

A proteção solar é indispensável durante o verão. O protetor solar infantil deve ter fator de proteção solar (FPS) igual ou superior a 30, ser aplicado de 20 a 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas. “Filtros infantis têm menos substâncias químicas prejudiciais à pele. E é importante lembrar que o mormaço também queima”, alerta a pediatra.

Além do protetor, roupas com trama fechada, tecidos com proteção UV, bonés e atividades fora do horário entre 10h e 16h ajudam a proteger a pele. A recomendação inclui ainda priorizar ambientes com sombra e manter hidratação constante.

Atenção em locais com água

Piscinas, cachoeiras e praias estão entre os locais preferidos das crianças durante o verão, mas também exigem atenção redobrada. O risco de afogamentos e traumas aumenta no período, e a supervisão constante de um adulto é indispensável.

Luciene recomenda aulas de natação para desenvolver autonomia e noções de segurança aquática, mas ressalta que bóias infláveis não substituem o colete salva-vidas. “A criança deve estar sempre a um braço de distância de um adulto. E é importante verificar se as piscinas possuem tampas de proteção nos ralos para evitar sucção de cabelos e objetos”, afirma.

Prevenção de acidentes

Atividades comuns nas férias, como uso de bicicletas, skates, brinquedotecas e parques, também exigem cuidados. O uso de capacete, roupas adequadas e calçados fechados é fundamental, assim como atenção a quedas e colisões.

Sinais como vômitos, sonolência, fala enrolada, convulsões ou saída de líquido pelo ouvido após impactos na cabeça indicam necessidade de atendimento médico imediato. “Se a criança ficar prostrada mesmo depois que a febre baixar ou apresentar mudança de comportamento, a avaliação médica deve ser imediata”, alerta a pediatra. Ela acrescenta que dores intensas, inchaço e dificuldade de movimentação podem indicar fraturas.

Viagens e primeiros socorros

Para viagens, a orientação é montar um kit básico de primeiros socorros, com antitérmico, antialérgico, curativos, pomada para picadas, álcool gel e repelente, sempre com dosagem ajustada ao peso da criança. Luciene reforça que toda prescrição deve ser individualizada, considerando possíveis reações medicamentosas, e alerta para os riscos da automedicação.

Antes de sair de casa, documentos pessoais, carteirinha de vacinação e informações sobre a cobertura do plano de saúde devem ser conferidos.

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