A confusão entre a Prefeitura de Salvador e o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) está longe do fim
A confusão entre a Prefeitura de Salvador e o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) está longe do fim. Depois de o Ecad entrar com uma ação na Justiça cobrando o pagamento dos direitos autorais dos eventos produzidos pelo Município, como réveillon e Carnaval – que não são pagos desde 2006 –, um acordo firmado com a gestão de ACM Neto, através da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), pareceu pôr fim ao impasse, em fevereiro deste ano. Mas segundo fontes ligadas ao Ecad e ouvidas pelo Jornal da Metrópole, a prefeitura não cumpriu o acordado.
“Ficaram nessas negociações de fevereiro até junho. Em junho, o Ecad concordou, na íntegra, com a proposta [de pagamento] que a prefeitura fez. Mas, de lá pra cá, eles sumiram”, contou ao JM sem se identificar.
Ecad aceitou reduzir arrecadação
Na negociação, o Ecad aceitou reduzir o valor da dívida com o Município e a porcentagem de arrecadação. “Hoje a cobrança é de 10% em cima dos custos com cachê do artista e aporte técnico. A posposta foi que eles pagariam 5% somente em cima do cachê dos artistas e foi aprovado em assembleia. Depois disso, o Tinoco sumiu, não atende mais”, explicou a fonte ligada ao Ecad.
Secretário nega sumiço
Titular da pasta de turismo, Cláudio Tinoco negou que tenha abandonado as negociações. “Eu mantenho contato permanente com o gerente regional do Ecad. O que está se processando é um volume imenso de informações em contratos. Nós estamos falando de cinco anos de eventos. O que pode ser é que eles tenham o desejo [ da questão] ter um processo mais célere”, argumentou.

