segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

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Escola Afro-Brasileira Maria Felipa continuará com as atividades em Salvador

Da Redação

A Escola Afro-Brasileira Maria Felipa, em Salvador, seguirá funcionando na capital baiana. O anúncio foi feito pelas sócias da instituição, Bárbara Carine e Maju Passos, em um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (9). Dois dias antes, a professora – doutora Bárbara Carine havia anunciado o encerramento das atividades da instituição por questões financeiras.

Foto: Reprodução/Instagram

O comunicado lançado no instagram na quarta-feira (7), informava que foram investidos mais de R$ 1 milhão de reais em recursos pessoais na unidade localizada no bairro do Garcia, além de um desgaste emocional e físico que impactou a saúde da duas gestoras.

Na sexta-feira (9), porém, as sócias confirmaram que a unidade seguirá funcionando na capital baiana.

Maria Felipa Salvador fica!”, afirmou Carine ao iniciar o vídeo, relembrando os desafios enfrentados nos últimos dias desde o anúncio do fim da escola enquanto instituição privada.

Segundo as sócias, a escola particular está, de fato, sendo encerrada, mas a unidade continuará operando como escola vinculada ao Instituto Afro-Brasileiro Maria Felipa, que inicia oficialmente suas atividades educacionais. “O Instituto Afro-brasileiro Maria Felipa acaba de iniciar suas atividades enquanto escola”, comemorou Maju Passos.

Na nova fase, a instituição funcionará com metade das crianças como alunas mensalistas e a outra metade atendida por meio de bolsas. Mesmo com essa configuração, as sócias informaram que ainda existe um déficit financeiro de aproximadamente R$ 600 mil no orçamento.

A situação começou a mudar após um ato público de apoio realizado por profissionais da escola e pais de alunos, na quinta-feira (8), no Porto da Barra, em Salvador. Segundo Bárbara Carine, ao final da mobilização, uma ajuda significativa foi confirmada.

“Ao final do ar, nós tivemos uma boa notícia: uma importante personalidade brasileira, uma pessoa que a gente já entrega os caminhos nas mãos de orixá, entrou em contato com a gente oferecendo uma ajuda em torno de R$ 400 mil”, revelou.

Para alcançar os R$ 200 mil restantes, as sócias anunciaram a criação de uma vaquinha virtual, com o objetivo de arrecadar doações e equilibrar o orçamento necessário para manter as atividades da escola. A vaquinha pode ser acessada aqui

Mudança de modelo amplia acesso a recursos

Com a transição de escola privada para instituto, a Escola Maria Felipa passa a ter acesso a recursos públicos, como editais, apoio de instituições filantrópicas e emendas parlamentares, o que amplia as possibilidades de sustentabilidade financeira.

Segundo Bárbara Carine, a meta é transformar a escola em um espaço comunitário e gratuito no futuro. “O nosso foco é de que em um futuro próximo nem mensalidade mais a escola cobre aqui em Salvador. Em um futuro próximo, essa instituição seja uma escola comunitária, seja uma escola que receba recursos de filantropia nacional e internacional, e a que gente consiga cumprir esse papel da educação antirracista como uma educação gratuita e socialmente referenciada para todas as crianças”, afirmou.

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