quarta-feira, 25 fevereiro, 2026

EXPEDIENTE | CONTATO

Escolas e Sinepe-BA avaliam seis meses sem celular nas aulas

Seis meses sem celular nas escolas: SINEPE-BA e diretores de escola relatam mais foco e menos bullying
Nesta quarta-feira, 13 de agosto, a lei que restringe o uso de celulares nas escolas da Bahia completa seis meses em vigor. Desde então, instituições particulares de Salvador já registram mudanças significativas no comportamento e no rendimento dos estudantes.
Para Wilson Abdon, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (SINEPE-BA), a medida trouxe benefícios claros.
> “A lei tem ajudado não apenas na organização da rotina escolar, mas também na redução de casos de bullying e cyberbullying. Ela fortalece a autonomia dos professores e reduz interferências externas no processo de ensino.”
No Instituto Vitória Régia, a diretora do Ensino Médio, Débora Bove, relata uma verdadeira transformação no ambiente escolar:
> “A concentração dos alunos melhorou significativamente. A dinâmica dos intervalos também mudou: jogos de tabuleiro, cartas e rodas de conversa passaram a substituir o uso isolado dos celulares.”
No Colégio Cevilha, a estratégia adotada combinou supervisão atenta com ações que estimulam a interação entre os alunos, conforme explica o coordenador pedagógico Jefferson Lima Ribeiro:
> “Preenchemos os intervalos com atividades que incentivam a socialização. Assim, os alunos têm mais interações presenciais e menos dependência do celular.”
No Colégio Antônio Vieira, o diretor-geral Sérgio Silveira conta que o cumprimento da norma veio acompanhado de ações de convivência:
> “Temos promovido jogos, karaokês e até um show de talentos organizado pelo grêmio estudantil. Instalamos sinalizações sobre a lei e deixamos claro que, em caso de descumprimento, medidas educativas podem ser aplicadas — mas até agora não foi necessário.”
Para Mário Sérgio, vice-presidente do SINEPE-BA e dirigente do Educandário Augusto de Freitas, o segredo foi envolver as famílias:
> “Desde a publicação da lei, orientamos as escolas a buscarem apoio das famílias para que o processo não se tornasse desgastante. O primeiro passo é divulgar a lei para todos, conscientizar os alunos da sua importância e criar alternativas para os intervalos e aulas vagas. A eficácia depende da aplicabilidade e do apoio de toda a comunidade escolar.”
Foto: 📸: Gerada por IA

Contato para imprensa:
Isana Pontes
Jornalista e Assessora de Imprensa do SINEPE-BA
Publicidade

Arquivos