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Estudantes e educadoras celebram Dia Internacional da Mulher


Publicado em: 08/03/2018 16:58
Por: Da Redação


O Dia Internacional da Mulher, nesta quinta-feira (8), foi marcado por apresentações de música e dança, além de debate sobre temas como violência contra a mulher, empoderamento feminino, resgate da autoestima, superação e respeito em diferentes atividades nas escolas estaduais e na Secretaria da Educação do Estado, com envolvimento de estudantes, professores e gestores. Ação faz parte da campanha ‘Quem Ama Abraça – Fazendo Escola’, promovida em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do estado (SPM) para marcar a data.

Na sede da secretaria, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, a superintendente de Recursos Humanos, Ana Catapano, deu as boas-vindas e falou sobre a importância deste dia. “Esta é uma data histórica, que marca a luta das mulheres por uma série de questões como a igualdade de gênero, e precisamos enaltecer, sempre, a força e a perseverança da mulher”.

Os estudantes do grupo Black Dance, do Colégio Estadual Elizabeth Veloso, localizado no bairro do Cabula VI, na capital, fizeram uma apresentação e logo depois, a capitã Sheila Barbosa, a professora de História do Colégio Estadual Sete de Setembro, em Paripe, no Subúrbio Ferroviário, Dayse Luciano, e a educadora e coordenadora do Fórum Nacional de Mulheres Negras, Josiane Climaco, participaram de uma roda de conversa com o tema ‘Mulheres que fazem a diferença: seus desafios e conquistas’.

Dia da Mulher
Foto: Claudia Lessa/Educação

Acompanhada dos estudantes Alan Robert do Carmo e Carlos Eduardo Soares, ambos 17 anos, a professora Dayse Luciano falou do projeto Kayodê, voltado a temas como diversidade e gênero, que a comunidade escolar do Sete de Setembro vem realizando há 18 anos. “Nosso trabalho começa sempre neste mês, com o ‘Março Mulher’, e prossegue até novembro, voltado a tema sociais importantes, trabalhados de forma interdisciplinar”. Este ano, segundo ela, há a novidade do aplicativo ‘Conscientizando’, criado pelos dois alunos para falar de violência contra a mulher e tipos de violência, além de denunciar. Nosso trabalho se estende às famílias para que também passem a ter um novo olhar, desconstruindo, assim, comportamentos machistas”.

Combate à violência e Black Dance 

A professora Josiane Climaco, do Colégio Estadual Marcílio Dias, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, destacou a função social da escola, focando em temas como empoderamento feminino e gênero. “Temos que desconstruir muitos paradigmas, contribuir para elevar o pensamento teórico dos seus alunos, criando possibilidades para o desenvolvimento de práticas mais condizentes com uma sociedade que respeite a diversidade étnica, religiosa, racial e de gênero”.

A capitã Sheila Barbosa contou a sua experiência como comandante da Base Comunitária de Segurança de Santa Cruz. “Temos feito um trabalho importante de combate à violência contra a mulher e, com isso, percebo que as mulheres de Santa Cruz estão mais empoderada e os homens, mais conscientes sobre o valor da mulher. O principal fruto do nosso trabalho é a aproximação da população com a polícia, que passa a ver a gente como aliados da sua segurança. A comunidade percebeu que estamos ali para cuida da sua segurança, e não para oprimi-la”.

O grupo Black Dance deu um show de coreografias temáticas. Uma das dançarinas, Nicole Bastos, 16, 3º ano, falou sobre a importância das artes na busca por mudanças sociais. “A dança é uma forma de expressarmos sentimentos e desejos de transformações, em especial o respeito à mulher. Com a dança, falamos de visibilidade para as pessoas que são socialmente descriminadas, de combate da violência contra a mulher e homenagem à cultura africana, entre outros temas importantes para que tenhamos um mundo mais digno”.

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