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Executivo do grupo Rio Quente fala de projeto para Sauípe


Publicado em: 26/02/2018 8:51
Por: Da Redação


Um mês depois que o Grupo Rio Quente assumiu formalmente a administração da Costa do Sauípe, um grupo de jornalistas baianos foi convidado a conhecer o compelexo mantido pela empresa no interior de Goiás. Geólogo por formação, o diretor de marketing Flávio Monteiro se encarregou de explicar o funcionamento do parque de águas quentes e mostrar como a experiência de recuperação daquele empreendimento, desde 1979, pode ser repetida no litoral baiano.

Qual a extensão da Fazenda Águas Quentes, onde está instalado o complexo Rio Quente Resorts?

A nossa área é de aproximadamente 500 mil metros. Seguramente é o maior investimento da região, do Estado de Goiás. Não existe outro empreendimento turístico dessas dimensões.

Em que Rio Quente difere de Caldas Novas?

Quem chegou primeiro, há 50 anos, foi a Pousada do Rio Quente, que nasceu desse manancial de águas quentes. É um processo muito interessante de analisar, até no âmbito mundial, de como alguns empreendimentos se tornam destinos turísticos de destaque nacional. Quando se fala, nacional ou regionalmente, da Pousada do Rio Quente, nossos avós conheciam, os pais conheciam. E isso criou essa força da marca. O Rio Quente Resorts, estruturado como está, é o principal polo de atração, e isso capitaliza demanda turística para toda a região. E para Caldas Novas, que tem muitos empreendimentos hoteleiros, mas nenhum tem um complexo dessa relevância, com parque aquático, parque hoteleiro e a praia (Praia do Cerrado) como nós temos. O Rio Quente colocou no mapa essa região de um turismo de águas quentes.

Como se consegue oferecer águas quentes de forma permanente ao longo de todo o ano?

É um processo natural. A água é aquecida pelo núcleo da terra, não é um processo vulcânico. Há um grande lençol freático de águas quentes que abastece essa região e o Rio Quente Resorts está exatamente em cima do maior manancial de águas quentes do mundo. Águas correntes. Todas as nossas atrações são abastecidas pelas águas quentes naturais, que são correntes. A cada 20 minutos, nossas piscinas se renovam. Nós acompanhamos o ciclo da natureza. Em dias de chuva forte, quando as águas naturalmente se turvam, nós barramos a água que vai para a piscina, esperamos a água da nascente clarear e então volta a mandar água para todas as piscinas. A gente faz isso por segurança e tranquilidade dos nossos clientes, porque a expectativa é de uma grande clareza das águas. E se a gente deixa uma água turva, com barro, isso vai comprometer todo o aspecto da piscina e talvez até a segurança.

Por que o Rio Quente decidiu comprar um complexo com histórico de problemas, como Sauípe, em vez de começar do zero, como a Prima Empreendimentos está fazendo em Baixios?

Somos muito questionados pela imprensa e pelas pessoas que conhecem o “negócio turismo”. A gente entende que há uma similaridade muito grande (entre os dois empreendimentos). Estamos falando de férias, de famílias que querem investir em destinos incríveis para curtir suas férias. Fizemos uma pesquisa com os nossos hóspedes daqui (Rio Quente) e eles viajam regularmente para destinos montanha e praia. Quando se fala no Brasil em praia e em um destino muto atrativo, naturalmente a Bahia vem à nossa mente. Então, entendemos que temos uma base de clientes muito grande que também tem um desejo por praia. Isso foi um sinalizador e nós já estávamos olhando o Nordeste de uma forma geral. Sauípe é um investimento fabuloso, como estratégia, da forma como ele foi idealizado e implantado e passa por momentos difíceis, nós sabemos disso, mas isso não nos amedronta, nós passamos aqui por momentos difíceis, desenvolvemos uma musculatura de reversão de resultados muito forte e a gente acredita muito nisso lá em Sauípe. Baseado muito numa força de gestão. Isso vem do nosso braço Algar, que tem uma pegada financeira muito forte. Aqui, mesmo estando em dificuldades decidimos fazer a Praia do Cerrado. Por que a Praia do Cerrado? É uma questão de posicionamento. A praia é um destino jovem, democrático, para todos. Não queríamos ser associados com a Pousada do Rio Quente, que tinha um público mais sênior. Mudamos o nosso posicionamento e consequentemente a receita também. A gente quer isso para Sauípe também, com a chegada de um parque.

Quando teremos um maior detalhamento do parque que será construído em Sauípe?

Nós estamos trabalhando nisso ainda. Este mês teremos uma grande reunião para trabalhar o conceito do resort. Quando a gente diz que tem um capital reservado para o investimento. Esse investimento não será feito antes desse conceito ser definido, do que a gente quer fazer. E aí, conceito definido, com base principalmente em entretenimento, que é o nosso DNA, ligado com o nascimento de um parque, estaremos prontos para falar sobre isso no segundo semestre.

Como o Rio Quente trabalha o conceito de economia compartilhada? Isso será levado a Costa do Sauípe?

O In Casa é um programa que oferece casas. Isso foi baseado em pesquisas, é uma tendência no mundo inteiro. Essa questão de você não possuir um bem, mas compartilhar, porque você não usa o bem efetivamente e a despesa que você tem acaba não valendo a pena ter uma segunda casa, uma casa de lazer. Baseado nessas pesquisas, lançamos esse produto em que você compra uma fração da casa. São casas avaliadas entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões e que seria um grande investimento para você fazer sozinho e depois tem a manutenção. Mas você compra fração dessa casa por aproximadamente R$ 200 mil e você tem o direito de uso dela por algumas semanas no ano, que você escolhe. A casa vai estar preparada para você, que não tem nenhum tipo de preocupação. Nem com enxoval, nem com manutenção, nem com serviços de hotelaria que já estão incluídos. Você simplesmente usufrui. A gente entendeu que esse é um conceito muito comum nos Estados Unidos e na Europa e trouxe para Rio Quente. A gente entende que esse é um produto que pode ser replicado na Bahia.

Como vocês vão trabalhar a fidelização dos clientes?

Um dos nossos negócios é o Time Share (em inglês, tempo compartilhado), nosso clube de férias. A partir de agora, as pessoas associadas terão o benefício de utilizar este empreendimento (Rio Quente) e a Costa do Sauípe. E a base de clientes de Sauípe também vai poder usar o Rio Quente Resorts.

Quais são as expectativas do grupo em relação a Costa do Sauípe?

As expectativas são as melhores possíveis. E a nossa confiança e, porque não dizer, estamos falando da Bahia, a nossa alegria e de todos os nossos associados, como a gente chama aqui os funcionários, pois estamos muito confiantes em Sauípe. As pessoas já podem frequentar o resort para entender de que forma nós estamos atuando. Temos um planejamento de integração. Estamos na primeira fase que é o conhecimento do lugar. Entender profundamente de que forma é a gestão, de que forma se comporta o mercado. Também queremos conhecer os associados. É a primeira fase de um processo de integração total que vai levar três anos. Quando a gente começa a ver a diferença? Nesse momento, a gente começa a entender de que forma a gente pode levar o que tem de melhor no Rio Quente, em termos de atração, de espetáculos, replicar nossa experiência lá e também trazer alguma coisa de lá para cá. Para o primeiro ano, nós temos R$ 20 milhões só para melhorar a qualidade percebida. Não vamos fazer reformas ou mudanças estruturais. Nós precisamos cuidar dos hotéis, da pintura, dos equipamentos, dos enxovais, do paisagismo, para que as pessoas percebam que aquele complexo já está levantando. e começando a renascer. No primeiro ano a gente já vai conseguir fazer algumas mudanças positivas.

Como a implantação do Centro de Produção e Distribuição de Alimentos vai melhorar os resultados em Costa do Sauípe?

Vamos trabalhar com maior eficiência operacional, porque vamos ter uma produção de alimentos centralizada, não precisamos ter cozinhas produzindo tudo ao mesmo tempo em todos os hotéis. A segurança alimentar aumenta exponencialmente. Isso nos dá segurança para operar e por outro lado a gente está esperando um ganho financeiro significativo em custos, por escala. Estou comprando junto com os resorts, para os dois centros de produção de alimentos. E isso vai nos dar bastante fôlego já para os primeiros resultados. Imagine a quantidade de alimentos que vamos produzir e vamos negociar com os mesmos fornecedores. É um ganho gigantesco de escala.

No Rio Quente Resorts, uma coisa que chama a atenção é que em todas as áreas de entretenimento do complexo há wi-fi. Vocês não pensam que o uso excessivo da internet pode limitar a experiência dos clientes? Não seria bom ter áreas sem acesso à rede?

Queremos que o cliente se desconecte ao curtir nossas atrações, mas também faz parte da nossa estratégia de marketing que ele compartilhe sua experiência nas redes sociais, isso é importante para a divulgação do parque. Por isso, é importante que ofereçamos wi-fi, ainda que com as limitações de uma rede aberta.

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