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Fechamento da Fafen está suspenso por 120 dias


Publicado em: 28/03/2018 6:02
Por: Da Redação


O presidente da Petrobras Pedro Parente anunciou, nesta terça-feira, 27, a suspensão por 120 dias a contar do dia 30 de junho do fechamento das fábricas de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Camaçari, na Bahia, e em Laranjeira, no estado de Sergipe. A informação foi dada em reunião na Câmara dos Deputados, solicitada pelo líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE) e pelo deputado baiano José Carlos Aleluia (DEM).

Aleluia explicou que durante este período o assunto continua em discussão em uma Comissão que terá participação da Petrobras, das Federações das Indústrias da Bahia (FIEB) e de Sergipe e dos governos dos estados.

“Para que haja um esforço conjunto no sentido de ver um caminho para a preservação dessa indústria que é importante para a cadeia produtiva, para a geração de impostos e de empregos”, afirmou o democrata ao final da reunião.

O deputado do DEM explicou que os parlamentares ficarão como observadores e apoiadores da Comissão. “Nós queremos salvar a Fafen e fortalecer a Petrobras”, registrou Aleluia.

Diálogo

O vice-governador da Bahia, João Leão (PP) participou da reunião na Câmara Federal e disse que “a Petrobras entendeu que o diálogo é melhor do que a Justiça”, já que, segundo ele, a Bahia estava disposta a judicializar a questão por entender que a fábrica é estratégica.

João Leão ficou satisfeito com o prazo dado de 120 dias e criticou o fato de o presidente Michel Temer (MDB) não ter sido avisado sobre a hibernação da Fafen.

“É um absurdo a Petrobras não dar conhecimento ao presidente da República sobre o fechamento de duas unidades industriais de tamanha importância para o Nordeste”, afirmou Leão.

O pepista quer que o próprio presidente se comprometa com a resolução da questão, por exemplo, através de subsídios do governo federal. “O presidente Temer precisa entrar no jogo para resolver a questão”, pediu Leão. Para o vice-governador, a hibernação geraria um “desemprego em cascata”.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) o prazo é um “fôlego”. “A hibernação é o fechamento, na prática, pois você vai sucatear em pouco tempo, especialmente à beira do mar, seria a demonstração do desinteresse integral da Petrobras na manutenção dessas suas subsidiárias no ramo dos fertilizantes”, opinou a comunista.

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