Morgana Montalvão
O que era para ser um registro de lazer na praia, se transformou em ataques racistas e preconceituosos no Instagram. Um grupo de amigos foi alvo de declarações racistas após publicar uma foto na rede social, gerando indignação e reacendendo o debate sobre o preconceito explícito que circula no ambiente digital.
Entre os comentários ofensivos deixados pelos usuários, estavam frases como: “Que senzala é essa” ,“Formação de quadrilha?”, “Escaparam da senzala”, ” É roda de capoeira?” e “A facção”.
As mensagens foram compartilhadas pelo artista Filipe Maia (@filipe), que denunciou publicamente o caso em suas redes sociais. A repercussão expôs, mais uma vez, a naturalização de discursos de ódio em plataformas digitais.
Em um comentário, o artista disse que irá adotar as medidas judiciais cabíveis. “Eles disseram que é BRINCADEIRA, então eu botei eles para brincarem com o meu ADVOGADO”.
O episódio provocou manifestações de solidariedade ao grupo atacado e críticas à impunidade de usuários que se sentem à vontade para propagar racismo de forma aberta na internet.
Entre as mensagens de apoio alguns usuários disseram: ‘As “pessoas” estão normalizando o racismo em níveis absurdos, como alguém se sente confortável o suficiente pra cometer um crime pra todos verem’ e “Puro suco da inveja porque eles são lindos”.
Outro usuário escreveu: “Chego quase a garantir que 90% dos que comentaram aí afirmam ser “gente de bem”… O resto do enredo já sabemos”.
Racismo é crime no Brasil, conforme a Lei nº 7.716/1989, e pode resultar em pena de reclusão. Especialistas alertam que ataques virtuais têm impacto na vida das vítimas e defendem ações mais eficazes de combate ao discurso racista nas redes sociais.
