sábado, 28 fevereiro, 2026

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Imposto de Renda: evite estes erros para não cair na malha fina

Da Redação

O prazo para a entrega do Imposto de Renda 2026 exige atenção redobrada dos contribuintes. O alerta ocorre diante do avanço da tecnologia utilizada pela Receita Federal no cruzamento eletrônico de dados, que permite identificar inconsistências nas declarações com maior rapidez.

Segundo o Conselho Regional de Contabilidade da Bahia, os sistemas da Receita confrontam, em tempo real, as informações declaradas pelos contribuintes com dados enviados por empresas, bancos e prestadores de serviços.

Com isso, pequenas divergências que antes passavam despercebidas hoje podem ser detectadas rapidamente e levar a declaração para a chamada malha fina.

Dados da fiscalização

Em 2025, a Receita Federal recebeu 45.645.935 declarações de Imposto de Renda. Desse total, 8,7% ficaram retidas em malha fiscal durante o processamento.

Entre as declarações retidas naquele ano, 69,2% eram de contribuintes que tinham imposto a restituir, 27,9% pertenciam a pessoas com imposto a pagar e 2,9% apresentavam saldo zero.

Os dados mostram que nem mesmo quem tem valores a pagar está livre de cair na malha fina.

Principais motivos de retenção

Entre os fatores que mais levaram contribuintes à malha fiscal, as deduções com despesas médicas lideraram, representando 32,6% das inconsistências.

Na sequência aparecem a omissão de rendimentos, com 30,8%; outras deduções (exceto médicas), com 16,0%; e divergências no Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), que responderam por 15,1%.

O cruzamento automático de dados permite identificar diferenças entre o que foi informado pelo contribuinte e os registros enviados por empresas ou prestadores de serviços.

Erros mais comuns

Entre os equívocos mais frequentes estão a omissão de rendimentos – inclusive de dependentes -, a declaração de despesas médicas sem comprovação adequada e a inclusão indevida de dependentes.

Também aparecem divergências com informes de rendimentos fornecidos por empresas e bancos, além da falta de declaração de rendimentos obtidos com aluguel.

Penalidades

Caso a situação não seja regularizada, o contribuinte pode sofrer penalidades financeiras. A multa mínima é de 1% ao mês sobre o imposto devido, limitada a 20%.

O valor mínimo da penalidade é de R$ 165,74, além da cobrança de juros calculados com base na taxa Selic.

Em situações mais graves, a restituição pode ficar retida por tempo indeterminado e o CPF pode apresentar situação irregular até que a pendência seja resolvida.

Orientação aos contribuintes

O presidente do CRCBA recomenda que os contribuintes organizem toda a documentação antes de enviar a declaração e busquem orientação profissional quando necessário.

“O nível de detalhamento e cruzamento das informações é cada vez maior. Declarar com atenção e responsabilidade evita transtornos, multas e bloqueios futuros. A prevenção ainda é a melhor estratégia para manter a regularidade fiscal”, destaca Altino Alves.

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