A inadimplência de aluguel na Bahia registrou leve recuo em novembro, ao passar de 7,57% para 7,51%, variação de 0,06 ponto percentual, segundo o Índice de Inadimplência Locatícia da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para os mercados condominial e imobiliário no país. Apesar da queda discreta, o percentual segue acima da média nacional, que ficou em 3,69% no período.
Na comparação anual, o cenário é mais pressionado. Em relação a novembro de 2024, quando o índice era de 4,95%, houve aumento de 2,56 pontos percentuais, indicando maior dificuldade de pagamento por parte dos locatários no estado.



Para Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, o comportamento do indicador mostra estabilidade no curto prazo. “Houve estabilidade na comparação entre o índice de outubro e novembro, com pouca variação entre os meses. Entretanto, é preciso ter cautela, pois fatores como inflação e juros continuam pressionando os gastos fixos, e qualquer mudança nesses indicadores pode impactar a capacidade de pagamento dos locatários nos próximos meses”, afirmou.
No recorte regional, o Nordeste manteve a maior taxa de inadimplência do país em novembro, com 5,23%, embora tenha registrado queda expressiva de 1,61 ponto percentual frente a outubro (6,84%). O Norte aparece em seguida, com 4,45%, após leve alta de 0,04 ponto. O Centro-Oeste ficou com 3,38%, o Sudeste manteve 3,40% e o Sul apresentou a menor taxa nacional, 2,96%.
Em relação ao tipo de imóvel no Nordeste, a inadimplência de apartamentos caiu de 4,61% para 2,99%, ainda acima da média nacional de 2,39%. Já as casas tiveram aumento, passando de 7,65% para 8,28%, bem superior ao índice nacional de 3,93%. Nos imóveis comerciais, houve estabilidade, com leve redução de 10,59% para 10,57%, acima da média do país (5,22%).
No cenário nacional, os imóveis residenciais de alta renda, com aluguel acima de R$ 13 mil, registraram queda de 0,26 ponto percentual, chegando a 6,37% em novembro. Por outro lado, imóveis com aluguel de até R$ 1.000 tiveram alta, alcançando 6,26%, a segunda maior taxa entre as faixas analisadas.
Entre os imóveis comerciais, a faixa de até R$ 1.000 manteve a maior inadimplência, com 9,57% em novembro. A menor taxa foi observada nos contratos entre R$ 5.000 e R$ 8.000, com 4,25%.
Segundo Gonçalves, o levantamento reforça uma tendência observada ao longo do ano. “O índice mostra que a inadimplência segue maior nas faixas extremas de aluguel, tanto nos imóveis de alto padrão quanto nos de menor valor. Já nas faixas intermediárias, os dados seguem mais estáveis entre os meses”, avaliou.
