domingo, 25 janeiro, 2026

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Institutos Federais abrem 26 mil vagas para estudantes da rede pública

Da Redação

O Ministério da Educação (MEC) está ofertando, neste ano, 26 mil vagas do Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por meio do programa Partiu IF. A iniciativa amplia o ingresso de alunos no ensino médio técnico ofertado pelos Institutos Federais a partir de 2026.

Os editais de seleção já começaram a ser publicados pelas instituições participantes. Ao todo, serão 37 institutos federais, além do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) e do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. As vagas serão preenchidas por meio de sorteio público, conforme regras estabelecidas em cada edital.

O programa oferece vagas adicionais aos cursos de Ensino Médio Técnico, além daquelas já previstas nos processos seletivos tradicionais dos Institutos Federais. Em 2024, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica ultrapassou 1,5 milhão de matrículas, segundo dados do Censo Escolar.

Para participar, o estudante deve acessar o edital disponível no portal oficial da instituição escolhida. No documento, constam informações sobre o local de inscrição mais próximo da residência do candidato, além da data prevista para divulgação do resultado do sorteio. As aulas estão programadas para começar em abril.

No ato da inscrição presencial, o candidato deverá apresentar documentos como RG ou certidão de nascimento, CPF, comprovante de residência e declaração de matrícula em escola pública. Para concorrer às vagas destinadas às ações afirmativas, o edital de cada instituição define a documentação específica exigida para comprovação.

O Partiu IF é voltado a estudantes do 9º ano que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública e pertencem a grupos prioritários definidos pela Lei de Cotas. Estão incluídos alunos de famílias com renda per capita de até um salário mínimo, negros, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Além do acesso ao ensino médio técnico, o programa busca reduzir desigualdades de aprendizagem em matemática, língua portuguesa e ciências da natureza, agravadas pela pandemia da covid-19. O curso conta ainda com acompanhamento psicopedagógico, orientação acadêmica e oficinas de redação, totalizando uma carga horária de 320 horas.

Os estudantes selecionados receberão uma bolsa mensal de R$ 200 durante oito meses. O pagamento da ajuda de custo para permanência será realizado pelas próprias instituições, após o início das aulas.

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