Uma mulher denunciou que foi impedida de assistir a formatura da própria filha, de 5 anos, na Escola Municipal Elísio Ataíde, no bairro de Cajazeiras 5. O caso teria ocorrido na última sexta-feira (12), enquanto a criança participava da cerimônia realizada na quadra da unidade de ensino.
Deise Silva, de 36 anos, afirma que foi barrada na recepção da escola por não ter conseguido pagar, dentro do prazo estipulado, o valor cobrado pela direção para a decoração do espaço da formatura. Segundo a mãe, os responsáveis pelos alunos deveriam transferir R$ 100, mas ela só conseguiu o dinheiro após a data definida.
“Quando consegui o dinheiro, foi na véspera da formatura. Fui até o colégio, conversei com a diretora e expliquei a situação. Ela disse que a ornamentação já estava sendo feita e que os pais que não pagaram não participariam”, relatou.
Ainda de acordo com Deise, ela pediu para ao menos acompanhar a cerimônia à distância, mas teve o pedido negado. “Falei que não era justo com a minha filha. Ela já tinha vestido, sapato e coroa. Pedi para ficar em pé na porta só para ver, mas disseram que não”, lamentou.
Após um tumulto, a criança foi liberada para participar da formatura, porém entrou desacompanhada da mãe. As lembranças da cerimônia foram recebidas por uma colega de Deise, que aguardava na recepção da escola.
“Ela sempre me pergunta por que eu não participei, por que não subi para a quadra. Isso acaba comigo. As fotos da formatura eu nem consigo olhar, porque choro”, desabafou a mãe.
Em nota, a Secretaria Municipal da Educação (Smed) informou que não cobra valores para festas, formaturas ou qualquer atividade nas escolas da rede municipal, ressaltando que todas são gratuitas. A pasta afirmou ainda que o caso será apurado.
Deise afirma que o episódio está sendo acompanhado por um advogado, que avalia as medidas legais cabíveis. Ela tem outros filhos matriculados na mesma escola e diz que nunca passou por situação semelhante. “A minha trajetória ali é grande. Isso não se faz com mãe nenhuma. Vou lutar por justiça. Outras mães também foram impedidas, e a queixa é coletiva”, concluiu.

