domingo, 21 julho, 2024

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O que você precisa para abrir um food truck em Salvador?

Veja algumas etapas importantes para quem está interessado neste tipo de negócio

Boa oportunidade para quem deseja abrir um negócio próprio, o movimento de Food Truck segue em alta no Brasil. O conceito de se inserir no ramo da alimentação fora de casa de forma inovadora começou a ganhar força no início de 2014, inicialmente em São Paulo, e logo se expandiu por outros estados brasileiros. Em 2014, segundo dados do Ibope Inteligência, o segmento movimentou cerca de R$ 140 bilhões, o que comprova o crescimento e a aposta que muitos empreendedores ou potenciais empreendedores têm feito no ramo desde então.

Em Salvador, a atividade dos food trucks foi regulamentada em dezembro de 2015. Apesar disso, ela está limitada. Em contato com o iBahia, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEMOP), disse que não está licenciando food trucks no momento. De acordo com o órgão, a regulamentação não está em vigor e o funcionamento restrito aos eventos que são autorizados pela prefeitura, como feiras, exposições e shows.

Mesmo assim, a demanda para iniciar neste segmento é grande. Mas o que é preciso para começar? Neste contexto, o iBahia listou abaixo algumas etapas importantes para quem está interessado neste tipo de negócio.

1 – Ideia e tipo de cliente
Antes mesmo de partir para a escolha do veículo, é preciso definir que tipo de negócio você deseja abrir e qual é o seu público alvo. É importante pesquisar e deixar o cardápio bem alinhado com os clientes que o seu truck quer atingir. Estudos de hábitos de consumo, horários em que essas pessoas comem e poder aquisitivo podem ajudar nessa etapa inicial.

2 – Investimento
O investimento pode variar de R$ 50 mil a R$ 70 mil, a depender dos equipamentos e tecnologia utilizadas. No momento de planejar, o empreendedor deve prever que tipo de comida ou bebida serão comercializados, como dito no primeiro item, quais equipamentos serão necessários dentro veículo e possíveis adaptações para o seu negócio, além da parte elétrica e hidráulica do caminhão, customização e divulgação da marca.

3 – Estrutura e equipamentos
Os food trucks podem ser montados em trailers, vans, peruas e em pequenos caminhões. A maioria dos veículos é equipada com fogão e geladeira industrial, compartimento de gás, um tanque e um reservatório para armazenar água com capacidade para 50 litros. Equipamentos opcionais podem ser colocados a depender da demanda do negócio, tais como fornos elétricos e micro-ondas, chapa e fritadeira, vitrine, compartimentos para utensílios.

4 – Exigências
Os proprietários devem regularizar aspectos sanitários, liberação da prefeitura, dos bombeiros e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Modificações no veículo devem ser registradas por meio de laudo do Inmetro.

5 – Divulgação da marca e eventos
Investir no marketing do negócio é fundamental, principalmente o digital. O engajamento com o público através da internet funciona como uma mídia eficiente para a divulgação de food trucks.

A participação em eventos como feiras, exposições e shows podem ser uma opção ao trabalho de rua em pontos fixos, apesar do pagamento de taxas de participação. O food truck permite também a presença do negócio em locais privados, como estacionamentos de shoppings e eventos em condomínios.

O trailer é uma boa opção para quem deseja abrir um negócio de food truck. (Foto: Reprodução/Instagram)

Empreendedor dá orientação
Mesmo com funcionamento limitado a eventos, alguns empreendedores decidiram investir nesse ramo. É o caso do empresário Joe Rodrigues, 47, dono do food truck ‘Vem de Chopp’. Responsável por outros negócios, ele conta como foi o processo para entrar no segmento em Salvador.

“Primeiro acho importante identificar qual negócio você quer montar. É necessário se aprofundar no assunto, pesquisar muito para entender o mercado e o público que você deseja atingir. Isso evita ser mais um no mercado. Além disso, ter parceiros é fundamental. Fazer contatos e parcerias ajuda para quem quer começar do zero, torna o processo mais fácil”, disse Joe.

Sobre a regulamentação não estar em vigor na capital baiana, o empresário disse que enfrenta dificuldades no dia a dia. “Não podemos ficar em um ponto fixo e isso acaba prejudicando os donos de truck. É preciso encontrar outras alternativas, como eventos privados em condomínios fechados ou feiras”.

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