A Polícia Civil deflagrou, no início da manhã desta terça-feira (25), a Operação Apotheke, uma ação de grande porte voltada ao combate das chamadas “gangues do Ozempic”, em Salvador. A mobilização ocorre após um assalto que terminou em troca de tiros e assustou moradores da Pituba na noite de segunda-feira (24).
De acordo com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), grupos especializados em assaltar farmácias na capital e na Região Metropolitana de Salvador (RMS) vêm atuando para roubar canetas emagrecedoras. A operação conta com o apoio do Denarc, de outros departamentos da Polícia Civil e da Polícia Militar.
As equipes cumprem mandados e realizam abordagens em diversos bairros da cidade, com concentração no Complexo do Nordeste de Amaralina, apontado pelas investigações como o principal “QG” dos suspeitos. As apurações começaram há seis meses e identificaram ao menos dez envolvidos nos crimes.
Ainda não foi divulgado o número de mandados de prisão expedidos. A operação reúne mais de 200 policiais civis e militares desde as primeiras horas da manhã.
Segundo a Polícia Civil, “além do Deic, participam das ações policiais civis dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core)”.
A PM também integra a ofensiva com guarnições do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChq), do Batalhão de Patrulhamento Tático Móvel (BPATAMO), da Companhia de Policiamento de Proteção Ambiental (COPPA), do Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE), do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos (BPFRV), do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e do Batalhão de Policiamento Tático Atlântico (BPT-A).
A operação ocorre em meio ao aumento de registros de roubos de medicamentos de alto valor no país, especialmente canetas semaglutida, popularmente conhecidas como Ozempic. O produto tem sido visado por quadrilhas pela alta procura e pelo preço elevado no mercado clandestino.
