sábado, 14 fevereiro, 2026

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Operação do MPBA mira em facção criminosa e combate controle ilegal de internet na RMS

Da Redação

O Ministério Público do Estado da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (11), a “Operação Território Livre”, em atuação integrada com as Polícias Civil e Militar da Bahia, para cumprir sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Dias D’Ávila, Lauro de Freitas e Camaçari.

As medidas têm como objetivo aprofundar as apurações sobre uma organização criminosa vinculada ao Comando Vermelho (CV), estruturada para exercer controle territorial e econômico sobre a prestação do serviço de internet em Dias D’Ávila.

Segundo as investigações conduzidas de forma integrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, e pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, o grupo atuava mediante ameaças, intimidações e cobranças ilícitas impostas a provedores locais.

A atuação criminosa, de acordo com os investigadores, restringia a livre concorrência e interferia no funcionamento regular de serviço considerado essencial à população.

Estrutura hierarquizada

Conforme a investigação, a organização criminosa operava com estrutura hierarquizada e divisão definida de tarefas. O núcleo de liderança seria exercido por um indivíduo foragido da Justiça, com mandados de prisão em aberto.

Ele seria responsável por determinar as diretrizes gerais da atividade ilícita, impor regras aos provedores e autorizar o uso de violência e intimidação como forma de coerção. Mesmo sem localização conhecida, o dirigente manteria influência direta sobre a execução das ordens por meio de integrantes que atuavam como operadores do esquema.

Os demais níveis hierárquicos identificados desempenhavam funções operacionais e financeiras, incluindo a coordenação das cobranças ilegais, o contato com as vítimas para transmissão de ameaças, a coleta e o repasse de valores obtidos e a manutenção da engrenagem econômica que sustentava as atividades ilícitas.

A investigação também apura o envolvimento de pessoas ligadas ao setor de prestação de serviços de internet que repassariam parte dos lucros à organização criminosa, contribuindo para sua manutenção e fortalecimento.

Apoio operacional

A operação contou ainda com a participação da Polícia Militar da Bahia, por meio do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos (Apolo), do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos a Coletivos (Gêmeos) e do Batalhão Independente de Policiamento Tático da Região Metropolitana de Salvador (Rondesp RMS).

Fotos: MPBA/Reprodução

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