segunda-feira, 26 janeiro, 2026

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Operação USG investiga estrutura milionária de corrupção na Saúde Pública na BA e PI

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (18), a segunda fase da Operação USG, que investiga um esquema de corrupção na saúde pública na Bahia e no Piauí. A ação cumpre mandados judiciais contra médicos, ex-secretários municipais, agentes políticos e clínicas suspeitas de participar de um esquema que desviou mais de R$ 12 milhões dos cofres públicos.

As diligências ocorrem em cidades dos dois estados e incluem buscas em residências dos investigados, retenção de documentos e apreensão de mídias eletrônicas. Também foram determinados o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens ligados aos suspeitos e a três clínicas apontadas como parte do núcleo operacional do grupo.

Segundo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco-LD), o esquema utilizava clínicas de fachada e contratos superfaturados para justificar pagamentos por serviços médicos que nunca ocorreram. As investigações identificaram exames incompatíveis com a realidade do município, plantões fantasmas, listas de pacientes com informações falsas e notas fiscais emitidas para encobrir atendimentos inexistentes.

“Os elementos reunidos demonstram a existência de um esquema estruturado para desviar recursos públicos por meio de serviços que não eram prestados”, apontam os investigadores nos autos.

Esta etapa é resultado da análise de documentos e mídias apreendidos em dezembro de 2024, na primeira fase da Operação USG. O material revelou indícios suficientes para aprofundar as apurações e identificar novos envolvidos na fraude.

A ação mobiliza cerca de 80 policiais das equipes do Draco-LD, da Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR), da 11ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Barreiras/BA) e da Polícia Civil do Piauí.

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