Sim, a maioria sente quando está prestes a ejacular. Antes da liberação do sêmen, surge uma sensação súbita de plenitude interna nos órgãos genitais, indicando que o líquido seminal já alcançou a uretra. Essa percepção costuma vir acompanhada por contrações musculares involuntárias na região pélvica.
Essa fase imediatamente anterior à ejaculação é marcada pela chamada “emissão”, momento em que o sêmen é impulsionado para a uretra. É aí que muitos sentem uma pressão interna crescente e um breve “aviso” físico de que o clímax está chegando.
Na sequência, contrações rítmicas dos músculos do assoalho pélvico, das vesículas seminais, da próstata e do ducto deferente empurram o sêmen para fora do corpo. O volume ejaculado pode variar a cada relação, influenciado por fatores como estresse, hidratação e uso de medicamentos.
Orgasmo e ejaculação não são sinônimos
Em algumas situações, é possível sentir o orgasmo sem liberar sêmen. Isso pode ocorrer por características individuais do corpo, alterações hormonais, cirurgias prévias ou efeitos de certas medicações.
A separação entre prazer e expulsão do sêmen ajuda a explicar por que alguns homens têm múltiplos orgasmos. Quando o corpo consegue atrasar ou evitar a ejaculação, o período refratário (tempo que o organismo precisa para se recuperar antes de um novo clímax) pode ser encurtado ou contornado, permitindo novas ondas de prazer.
Do cérebro ao genital
Com o aumento da excitação, o corpo libera substâncias químicas que dilatam os vasos sanguíneos no pênis, facilitam a ereção e preparam a uretra para receber o sêmen. Nessa fase surge o fluido pré-ejaculatório, responsável por ajustar o pH da uretra e aumentar as chances de sobrevivência dos espermatozoides.
Vale destacar que o fluido pré-ejaculatório não é esperma, mas pode conter espermatozoides. Por isso, em relações desprotegidas, ele pode levar à gravidez mesmo quando não há ejaculação.
Imprevistos acontecem
Em muitos casos, fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e pressão por desempenho, interferem na comunicação entre cérebro e corpo. Já fatores físicos, como alterações hormonais ou problemas neurológicos, também podem influenciar a experiência sexual.
A maioria dessas situações é temporária. Porém, quando as dificuldades persistem, o ideal é buscar avaliação médica para identificar a causa e definir o melhor tratamento. As estratégias podem envolver mudanças no estilo de vida, ajustes de medicações ou terapias voltadas para o bem-estar emocional e sexual.
