terça-feira, 27 janeiro, 2026

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Os homens sentem quando ejaculam? Entenda o processo

João Roberto Resende Feranandes- Agência Einstein

Sim, a maioria sente quando está prestes a ejacular. Antes da liberação do sêmen, surge uma sensação súbita de plenitude interna nos órgãos genitais, indicando que o líquido seminal já alcançou a uretra. Essa percepção costuma vir acompanhada por contrações musculares involuntárias na região pélvica.

Essa fase imediatamente anterior à ejaculação é marcada pela chamada “emissão”, momento em que o sêmen é impulsionado para a uretra. É aí que muitos sentem uma pressão interna crescente e um breve “aviso” físico de que o clímax está chegando.

Na sequência, contrações rítmicas dos músculos do assoalho pélvico, das vesículas seminais, da próstata e do ducto deferente empurram o sêmen para fora do corpo. O volume ejaculado pode variar a cada relação, influenciado por fatores como estresse, hidratação e uso de medicamentos.

Orgasmo e ejaculação não são sinônimos

Embora quase sempre ocorram juntos, orgasmo e ejaculação não são a mesma coisa. O orgasmo é uma sensação intensa de prazer originada no cérebro, enquanto a ejaculação é o reflexo físico que projeta o sêmen para fora do pênis.

Em algumas situações, é possível sentir o orgasmo sem liberar sêmen. Isso pode ocorrer por características individuais do corpo, alterações hormonais, cirurgias prévias ou efeitos de certas medicações.

A separação entre prazer e expulsão do sêmen ajuda a explicar por que alguns homens têm múltiplos orgasmos. Quando o corpo consegue atrasar ou evitar a ejaculação, o período refratário (tempo que o organismo precisa para se recuperar antes de um novo clímax) pode ser encurtado ou contornado, permitindo novas ondas de prazer.

Do cérebro ao genital

Muito antes de qualquer sensação genital, o processo do orgasmo começa no cérebro. Estímulos visuais, táteis ou imaginativos ativam áreas emocionais e de desejo, que sinalizam ao sistema nervoso para iniciar as mudanças fisiológicas. A testosterona tem impacto direto nesse ciclo, influenciando o desejo sexual, o humor e a sensibilidade dos nervos envolvidos.

Com o aumento da excitação, o corpo libera substâncias químicas que dilatam os vasos sanguíneos no pênis, facilitam a ereção e preparam a uretra para receber o sêmen. Nessa fase surge o fluido pré-ejaculatório, responsável por ajustar o pH da uretra e aumentar as chances de sobrevivência dos espermatozoides.

Vale destacar que o fluido pré-ejaculatório não é esperma, mas pode conter espermatozoides. Por isso, em relações desprotegidas, ele pode levar à gravidez mesmo quando não há ejaculação.

Imprevistos acontecem

Apesar de serem processos naturais, o orgasmo e a ejaculação podem enfrentar obstáculos. Para alguns indivíduos, o clímax chega rápido demais; para outros, demora além do desejado ou simplesmente não ocorre.

Em muitos casos, fatores psicológicos, como ansiedade, estresse e pressão por desempenho, interferem na comunicação entre cérebro e corpo. Já fatores físicos, como alterações hormonais ou problemas neurológicos, também podem influenciar a experiência sexual.

A maioria dessas situações é temporária. Porém, quando as dificuldades persistem, o ideal é buscar avaliação médica para identificar a causa e definir o melhor tratamento. As estratégias podem envolver mudanças no estilo de vida, ajustes de medicações ou terapias voltadas para o bem-estar emocional e sexual.

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