quarta-feira, 21 fevereiro, 2024

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Polícia federal cumpre mandado de busca em salvador

Batizada de Operação Sothis II, nova etapa é relacionada às investigações da 47ª fase – que apuram irregularidades em contratos da Transpetro.

Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (23), três mandados de busca e apreensão da 50ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Sothis II.

As ordens judiciais são cumpridas em Salvador, na Bahia, e em Campinas e em Paulínia, no interior de São Paulo e, de acordo com a PF, são um complemento às investigações da 47ª fase da Lava Jato.

A 47ª fase apura o pagamento de propina a agentes públicos e atos de lavagem subsequentes em contratos da Transpetro. A Transpetro é uma subsidiária da Petrobras.

G1 apurou que o alvo de busca e apreensão em Salvador é Ana Zilma Fonseca de Jesus – esposa do ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, preso na 47ª fase.

No interior de São Paulo, os policiais cumprem a ordem judicial nas empresas Meta Manutenção e MTA Locação, conforme o G1 também apurou.

As ordens judiciais foram expedidos pelo Juízo Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba. O G1 tenta contato com os citados.

José Antônio de Jesus à época da prisão, em novembro de 2017 (Foto: Giuliano Gomes/PR Press )

47ª fase

Batizada de Sothis, a 47ª fase da Lava Jato foi deflagrada no dia 21 de novembro de 2017. O ex-gerente da Transpetro foi o único preso. Ele continua preso.

À época, também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva. As ordens judiciais foram cumpridas em quatro estados: Sergipe, São Paulo, Bahia e Santa Catarina.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF) as investigações começaram com base em informações de delações premiadas de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e de executivos da NM Engenharia.

O ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus foi o principal alvo da fase. Ele e seus familiares são suspeitos de negociar o recebimento de R$ 7,5 milhões em propinas pagas pela empresa de engenharia NM em troca de ser favorecida em contratos com a subsidiária da Petrobras.

Em troca da propina, os procuradores dizem que Jesus ajudou a NM Engenharia a firmar contratos que somaram R$ 1,5 bilhão. A propina de Jesus correspondeu a 0,5% desses contratos. Conforme o MPF, a propina recebida por Jesus foi repassada a integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT).

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