Da Redação
Cerca de 1,2 milhão de pessoas passaram pelos pórticos instalados nos três principais circuitos do Carnaval de Salvador no primeiro dia oficial da festa. O número, divulgado nesta sexta-feira (13), foi contabilizado pela Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP) e apresentado pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil) durante coletiva de balanço.
O destaque foi o Centro, que registrou recorde de público para uma Quinta-feira de Carnaval.
“Ontem, nós tivemos 1 milhão e 250 mil pessoas, onde tem pórtico, porque tem bairros em que não temos essa contagem. Na Barra e Ondina, 630 mil pessoas passaram nos pórticos. Já no Campo Grande foram quase 500 mil foliões. E no Batatinha (Pelourinho) foram quase 130 mil pessoas. Então, foi um recorde para um primeiro dia de Carnaval no Centro”, afirmou.
Segundo o prefeito, os reflexos positivos também apareceram na rede hoteleira, que atingiu 94,94% de ocupação — índice 9% superior ao registrado na Quinta-feira de Carnaval de 2025. As linhas de ônibus gratuitas criadas para atender os circuitos transportaram 66,5 mil pessoas no primeiro dia.
Bruno Reis atribuiu o resultado ao planejamento da gestão municipal e à valorização cultural da festa.
“Esse trabalho todo que nós fizemos de recuperação e de valorização desse carnaval cultural teve o seu ápice ontem. É óbvio que também pela grande importância do tema do samba, que completa 110 anos, pela força que o samba tem e sua importância cultural, com as atrações que nós trouxemos. Eu estava aqui e pude presenciar esse momento”, disse.
Saúde registra 440 atendimentos
Na área da Saúde, foram realizados 440 atendimentos entre 5h da quinta-feira (12) e 5h da sexta-feira (13), número 12% superior ao mesmo período de 2025.
Apesar do aumento absoluto, a análise técnica aponta cenário positivo, já que a maioria das ocorrências foi classificada como de baixa e média complexidade.
Predominaram atendimentos clínicos, como cefaleia, mal-estar, desidratação, quedas, pequenos ferimentos, curativos, controle de pressão arterial, hipoglicemia e intercorrências comuns em eventos de grande porte. Também houve pequenos procedimentos cirúrgicos, como suturas e drenagens superficiais, resolvidos nos próprios módulos.
Em comparação com 2025, houve redução de 15% nos casos de agressão física e de 7% nas intoxicações alcoólicas. Não foram registradas ocorrências por arma de fogo ou violência sexual nos módulos de saúde. Apenas 10 pacientes precisaram ser transferidos para outras unidades, o equivalente a 2,3% do total, garantindo 98% de resolução nos próprios postos assistenciais.
O balanço reforça o impacto da festa na economia, mobilidade e serviços públicos da capital baiana logo no primeiro dia oficial.
