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Público prestigia história de Carlos Marighella na Biblioteca Central


Publicado em: 26/04/2018 6:50
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Um dos personagens mais importantes da história política brasileira, o baiano Carlos Marighella foi o protagonista do último ciclo de palestras do projeto ‘Conversando com a sua História: Trajetória dos Comunistas’, realizado na terça-feira (24), na Biblioteca Central do Estado da Bahia, em Salvador. Esta edição foi ministrada pelo historiador e pesquisador Ricardo Sizilio e teve como tema ‘Da Baixa dos Sapateiros à Câmara dos Deputados – A trajetória de Carlos Marighella na Bahia’.
Iniciativa do Centro de Memória da Bahia (CMB), unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon (FPC), o projeto chega à 17ª edição. No primeiro mês temático, ele apresentou a ‘Trajetória dos Comunistas’. “No mês de maio, vamos discutir a história das drogas. Serão três debates distintos, sobre como diversas drogas foram tratadas durante a história”, destaca o diretor do CMB, Rafael Fontes.
Na apresentação, Ricardo Sizilio definiu Marighella “como um herói, corajoso, que se construiu politicamente entre erros e acertos. Tendo uma imagem construída diariamente, até que se torna um líder, um grande personagem de um partido político importante. Detentor de uma coragem impar, abriu mão da sua vida e foi para a luta armada lutar contra um regime ditatorial”.
Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Carlos era filho de Maria Rita dos Santos, neta de africanos escravizados e do imigrante italiano Augusto Marighella, sendo o mais velho de oito irmãos. Quando estudante, ele respondia as provas com versos. Participou da ocupação da Faculdade de Medicina e se reconhecia como professor. Considerado inimigo n°1 da ditadura militar, viveu poucos anos na legalidade.
“Considero hoje Marighella o sujeito mais reivindicado pela esquerda brasileira, porque ele carrega vários símbolos, sendo alguns destes o fato dele ser negro e se identificar como negro, de ser um intelectual, romper com o partido e ir para as vias de fato, além do descontentamento com a sociedade”, ressaltou Ricardo.
Durante a conversa, o público apreciou retratos de jornais e revistas da época, que falavam da relação de Marighella com a polícia, da questão eleitoral e sobre o partido.

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