domingo, 22 fevereiro, 2026

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Mulheres denunciam racismo no bar Pirambeira, no bairro da Pituba

Duas mulheres denunciaram ter sido vítimas de racismo na noite de sábado (20) no bar Pirambeira, localizado no bairro da Pituba, em Salvador. Segundo as jovens Eisa Maria e Aline, elas chegaram ao local às 18h e, às 21h, ainda não tinham sido atendidas.

As atendentes justificaram que não havia espaço disponível, mas as amigas relatam que pessoas que chegaram depois delas conseguiram entrar. “Durante esse período, vimos várias pessoas entrando no local com diferentes justificativas, enquanto nós não entendíamos o motivo de não sermos atendidas”, desabafou Aline.

Uma das jovens questionou a motivação apresentada e a recepcionista sugeriu que elas entrassem apenas para verificar a disponibilidade. Ao entrar, encontraram espaço, mas precisaram retornar à porta. “Quando a gente retornou, as pessoas comentaram ‘olha, quando vocês entraram a outra atendente disse que vocês ainda tinham sorte de estar nesse local’. Para mim, o que era só uma dúvida, se confirmou. É muito doloroso ser questionada do porquê de estar naquele ambiente. A gente só saiu para se divertir”, lamentou.

Posicionamento do bar

Em nota, o Pirambeira afirmou que recebeu a denúncia e lamenta “que uma cliente não tenha se sentido acolhida e respeitada na casa”. O estabelecimento disse ainda que entrou em contato com as mulheres para esclarecer o caso e reafirmou que o bloqueio da entrada se deu por limitação de espaço físico.

“Infelizmente por uma questão de limitação do espaço físico nem sempre conseguimos receber a todos que gostariam de nos visitar e sentimos muito quando isso causa transtornos e trabalhamos constantemente para melhorar esse ponto”, declarou o bar.

O Pirambeira ressaltou que a equipe é constantemente treinada para oferecer o melhor atendimento e serviço a todos, sem distinção, e que não compactua com qualquer forma de preconceito, seja racial, religioso, de gênero ou de qualquer outra natureza.

Casos de racismo em estabelecimentos comerciais seguem sendo uma pauta importante em Salvador e no Brasil. A legislação brasileira prevê punição para discriminação racial, e denúncias podem ser registradas junto à polícia ou órgãos de defesa dos direitos humanos.

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