quarta-feira, 12 junho, 2024

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Representantes da Fieb pedem em Brasília derrubada de veto do Refis

Representantes da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) estão em Brasília nesta terça, 20, para pedir ao presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira, que paute para a sessão prevista para as 15h o veto presidencial quanto ao financiamento das dívidas das micro e pequenas empresas (Refis). Eles articulam com parlamentares a derrubada do veto, que afeta diretamente 600 mil empresas em todo o país.

De acordo com o vice-presidente da Fieb, Josair Bastos, apenas no segmento industrial, o veto atinge 20 mil empresas e cerca de 200 mil trabalhadores na Bahia. Bastos está em Brasília e defende que o veto seja derrubado ainda hoje. “Cada dia que passa a agonia do micro e pequeno empresário aumenta”, frisou.

Na justificativa do veto, o presidente Michel Temer destacou preocupação com a Lei de Responsabilidade Fiscal, o que foi rebatido por Bastos, já que o refinanciamento de dívidas foi aprovado para grandes empresas, como a J&F e Ambev, destacou Bastos. “Nós não queremos anistia de nada, queremos pagar a dívida com refinanciamento justo. Queremos condições igualitárias as das grandes empresas, apenas isso”, pediu.

Bastos disse estar confiante na queda do veto e entende que, de outra forma, os micro e pequenos empresários não terão condições de pagar as dívidas que para ele “tem juros de agiotagem e multas confiscatórias”.

O presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, afirmou que vão insistir para que votação do veto seja feita nesta terça, porém avalia que não há problema em esperar até a próxima semana, caso necessário.

Afif estimou que o impacto neste ano do Refis para os micro e pequenos empresários seria de cerca de R$ 500 milhões, o que, entende que seria compensado pela entrada dos recursos do pagamento refinanciado.

O presidente do Sebrae entende que a manutenção do veto atenta contra a geração dos empregos no Brasil. “Se não derrubar o veto, as empresas serão excluídas do Simples, ficarão inadimplentes e são elas que seguram hoje a ponta dos empregos”, explicou.

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