segunda-feira, 16 março, 2026

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Senado analisa projeto que criminaliza misoginia no Brasil nesta terça-feira (17)

Da Redação

O Plenário do Senado deve analisar nesta terça-feira (17), a partir das 14h, o projeto de lei que criminaliza a misoginia – definida como ódio ou aversão às mulheres – e inclui esse tipo de conduta entre os crimes de preconceito ou discriminação previstos na Lei do Racismo.

O Projeto de Lei (PL) 896/2023 é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA). A proposta havia sido aprovada nas Comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ) em caráter terminativo, mas voltou aos colegiados para análise de emendas apresentadas em Plenário pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Durante a análise das emendas na CDH, a senadora Augusta Brito (PT-CE) acolheu a sugestão de definir misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”.

Segundo a relatora, a tipificação penal pode ajudar a combater práticas misóginas que, assim como o racismo, atingem toda a coletividade e têm se tornado cada vez mais visíveis, especialmente nas redes sociais.

Indenização por danos morais

Na mesma sessão, os senadores também devem analisar o Projeto de Lei 3.777/2023, de autoria do deputado Josenildo (PDT-AP), que dispensa novas provas para a fixação de indenização por dano moral contra condenados por crimes previstos no Código Penal.

A proposta altera o Código de Processo Penal para estabelecer regras sobre a fixação de um valor mínimo de indenização à vítima, com o objetivo de reparar os danos causados pela infração. O projeto ainda aguarda parecer.

Frente Parlamentar pela Paz Mundial

Outro item previsto na pauta é o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 45/2025, que institui a Frente Parlamentar pela Paz Mundial.

A proposta busca fortalecer a atuação do Congresso Nacional em defesa da paz, apoiar iniciativas legislativas voltadas à promoção da paz mundial e incentivar estudos e pesquisas sobre o tema.

O projeto é de autoria do senador Flávio Arns (PSB-PR) e recebeu parecer favorável do senador Paulo Paim (PT-RS) na Comissão de Educação (CE).

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